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CRISE NO RIO DE JANEIRO

Absurdo: Em meio à pandemia, três mil profissionais da saúde do RJ estão com salários atrasados

Em meio à pandemia do coronavírus, trabalhadores de 8 unidades de saúde do Rio de Janeiro mais o SAMU, aqueles que estão na linha de frente do combate à doença, estão com salários atrasados. São cerca de 3 mil médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos e outros funcionários que estão com até dois meses de salários atrasados.

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

Chega a ser surreal que em meio a tal crise sanitária as trabalhadoras não consigam ir para o trabalho porque não consegue pagar o transporte por conta de não receber o salário em dia.

"Cheguei no hospital e disseram que não tinha enfermeiro para verificar minha pressão, por causa da falta de salários. Imagina quem chega aqui em estado crítico? Isso é uma pouca vergonha do governo do Rio" - denunciou um paciente.

As unidades são administradas por empresas privadas chamadas de Organizações Sociais e tudo isso está sendo motivado por investigações nos contratos das OSs com o governo do RJ. Mas quem está pagando o pato não são os empresários, mas as trabalhadoras, que já atuam em situações precárias, em uma guerra sem as armas.

É uma situação que se insere em uma profunda crise da rede estadual de saúde do RJ. O estado passou por anos e anos de precarização dos serviços públicos, com privatizações e terceirizações, inclusive o estado foi linha de frente na implementação do modelo de administração das OSs, que na prática é uma terceirização dos serviços e uma piora nas condições de trabalho dos funcionários.

Em primeiro lugar é preciso exigir o pagamento imediato dos salários e benefícios das trabalhadoras e dos trabalhadores que estão sendo afetados e que são tão essenciais nesse momento de crise sanitária, todas as reivindicações básicas precisam urgentemente ser atendidas.

Trabalhadores da saúde e de outras áreas do Brasil inteiro estão passando por situações similares. Os testes massivos, EPIs, contratação de mais profissionais e liberação daqueles que são grupos de risco são todas medidas que deveriam estar sendo implementadas pra já.

Mas tudo isso só vai acontecer se não houverem grandes tubarões da saúde que lucram enquanto os verdadeiros heróis estão batalhando sem condições apropriadas. É preciso estatizar todo o sistema de saúde, os grandes hospitais e laboratórios privados, e que sejam controladas pelos próprios trabalhadores, pois só dessa forma poderíamos encarar e superar a crise, sem ceder a corrupção própria do sistema capitalista.




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