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RIO DE JANEIRO

Absurda violência policial no Jacarezinho é questionada pela Defensoria Pública

Nesta segunda, 21 de agosto, o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do RJ enviou para Roberto Sá, Secretário de Segurança, e para o coronel Wolney Dias Ferreira, comandante-geral da PM do Rio, solicitações de informações e para a tomada de providências sobre as operações policiais no Jacarezinho, Zona Norte da cidade. Foi dado um prazo de 15 dias para explicar os objetivos da ação, quantas mortes ocorreram, se há medidas de proteção à população e se existem câmeras e GPS nos veículos da Polícia.

quarta-feira 23 de agosto| Edição do dia

FOTO: Carlos Brito/G1

Em reunião com 120 moradores nesta sexta, 18 de agosto, a defensora Livia Casseres e o ouvidor-geral Pedro Strozenberg ouviram relatos para a elaboração de um pedido de explicações. Nota da Defensoria diz que os moradores estão “submetidos a estado de exceção, de ilegalidade completa, em operações policiais cuja lógica é de confronto, de retaliação, de castigo coletivo. É praxe, em territórios de favelas, onde os serviços públicos são precários, que a intervenção do estado chegue somente pelo braço armado. Os abusos são generalizados e sistemáticos”.

O principal objetivo do pedido de explicações é a investigação da morte de três pessoas que não estavam envolvidas com a ação policial: o mototaxista André Luiz Medeiros, o verdureiro Sebastião Sabino da Silva e a cozinheira Georgina Maria Ferreira. Além disso, a Defensoria também quer saber se os helicópteros usados são para disparo de arma de fogo e o protocolo desta ação.




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