Internacional

EXÉRCITO DE ISRAEL MATOU 58 MANIFESTANTES

Abaixo o massacre na Palestina!

Donald Trump mudou a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém Oriental, despertando a indignação do povo palestino e encorajando o governo de Benjamin Netanyahu, que deu luz ver para atirar e matar.

terça-feira 15 de maio| Edição do dia

Distorcendo a realidade com títulos “neutros” como “Dia de fúria em Gaza”, “Duros enfrentamentos”, “Choques entra manifestantes e soldados”, a grande imprensa internacional quis atenuar, na segunda-feira, um massacre brutal das forças de ocupação sionista contra o povo palestino.

O exército de Israel abriu fogo contra uma multidão de manifestantes, deixando um saldo de 58 mortos e mais de 2 mil feridos (a maioria por conta dos tiros ou intoxicação devido aos gazes, muitos deles gravemente feridos). É a quantidade mais alta de mortos em uma única jornada desde a primeira intifada ao final dos anos 80. Uma quantidade de mortos que só tem comparação com as campanhas militares israelenses como a Operação Margem Protetor de 2014, quando o estado sionista bombardeou durante duas semanas e invadiu a Faixa de Gaza.

Além da brutal repressão, Israel bombardeou posições da organização Hamas que governa a Faixa e que são considerados pelo governo de israelense como “terroristas”.

A selvageria da repressão ordenada pelo primeiro ministro Benjamin Netanyahu e estimulada por Donalt Trump dizendo que “Israel tem direito de se defender”, foi tamanha que outros estados imperialistas como França e Alemanha tiveram que se diferenciar do massacre, ainda que em um tom hipocritamente “neutro” chamando a “calma” e a “cessar a violência”.

Por sua parte, a ONU, pediu “uma investigação independente” dos acontecimentos e propôs uma resolução a respeito para ser aprovada pelo Conselho de Segurança em reunião de emergência que acontecerá esta terça, porém os Estados Unidos já anunciou que vai vetá-la.

O povo palestino segue resistindo de pé

As forças israelenses vêm fazendo uma campanha de ameaças à população da Faixa de Gaza que inclui o lançamento massivo de ogivas, ameaçando quem decide se aproximar da fronteira artificialmente criada pelo Estado de Israel. Desde o mês de março, quando começou uma série de manifestações pelo direito ao retorno da diáspora palestina (milhões de expulsos em distintos momentos desde de a fundação do Estado de Israel em 1948), o exército sionista já vem matando dezenas de manifestantes.

A decisão de Trump, anunciada em dezembro do ano passado e implementada somente há alguns meses, de mudar a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém Oriental, é um respaldo a política colonialista do governo israelense, viola a resolução das Nações Unidas que a declara como cidade internacional e constitui uma aberta provocação ao povo palestino. Encorajando dessa forma, o ultradireitista Netanyahu foi quem deu luz verde para seu exército disparar e matar.

Apesar de tudo, nessa segunda-feira, dezenas de palestinos se mobilizaram na fronteira protestando contra a mudança da embaixada e pelo direito ao retorno. Munidos de pedras e pneus para defender-se da brutal repressão militar, fizeram frente aos fuzis automáticos, binóculos, munição real e centenas de gases tóxicos dos fuzis israelenses.

Um verdadeiro massacre de um dos exércitos mais poderosos do mundo contra as manifestações que só te pedras e estilingues para se defender. Esta terça, quando se completam 70 anos da Nakba (Catástrofe) que aconteceu após a fundação do Estado de Israel, seguem os protestos com uma greve geral que já havia sido convocada pelas autoridades palestinas.

Mais uma vez fica claro quem são os terroristas, os violentos, os assassinos, os covardes que disparam contra gente desarmada incluindo crianças, os que inclusive violam as resoluções das Nações Unidas e longe de querer a “paz”, querem a guerra para deixar de joelhos o povo palestino.

No entanto, esse povo segue de pé, resistindo heroicamente a sangrenta repressão. O repudio geral e a mobilização a nível internacional volta ser urgente para frear o massacre e a ofensiva de Netanyahu e Trump, e solidarizar-se com a causa palestina.

Traduzido de La Izquierda Diario, Odete Cristina.




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