COMITÊS DE BASE CONTRA BOLSONARO

Abaixo a censura nas universidades: que a UNE convoque milhares de comitês contra Bolsonaro e os ataques do judiciário

Declaração da juventude Faísca frente aos atos de censura e repressão em diversas universidades do país.

sexta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Em diversas universidades, os estudantes vêm se organizando contra Bolsonaro, são centenas de assembleias, reuniões, atividades, paralisações e atos pelo país. Em resposta a nossa organização, o judiciário golpista tem adotado medidas de censura e repressão, proibindo a realização de atividades, chegando a invadir universidades para tirar faixas que falavam “Contra o Fascismo”, e mais recentemente ameaçando prender o diretor da Faculdade de Direito da UFF se ele permitir que os estudantes continuem se manifestando. Além de já terem censurado a campanha da União Nacional dos Estudantes que chamava o #EleNao. Um completo absurdo que mostra como esse judiciário golpista está totalmente alinhado com o desejo de Bolsonaro de acabar com os “vermelhos” em nosso país.

Diante da censura, nós devemos redobrar nossa organização. Nossa tarefa é continuar organizados, ampliando nossa mobilização para chegar a milhares de outros estudantes e principalmente buscando nos aliar com os trabalhadores de dentro e fora das universidades. Precisamos exigir que a UNE, a principal entidade estudantil do país, convoque milhares de comitês de luta contra Bolsonaro, onde possamos organizar também nossa defesa contra os ataques do judiciário golpista. Esses comitês precisam em primeiro lugar massificar nosso movimento, expandir nossa organização por todas as universidades desse país e coordenar nossa luta ao lado dos trabalhadores.

Se Bolsonaro e o judiciário golpista querem voltar aos tempos da ditadura acabando com nossa liberdade de expressão e organização, nossa resposta precisa ser clara: não recuaremos nenhum centímetro, iremos ampliar e massificar cada vez mais a luta contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas. Junto a essa luta batalharemos também contra os projetos ultraliberais da extrema direita que cresce em meio a essas eleições manipuladas, como a proposta de cobrança de mensalidades e acabar com todas as “ideologias” para ensinar a “verdade sobre 64”. Frente a crise capitalista, para poderem escravizar ainda mais a classe trabalhadora brasileira, querem que nossas universidades estejam cada vez mais a serviço dos interesses dos grandes empresários e subordinar nosso conhecimento aos mandos e desmandos do imperialismo. Por isso, nós, os estudantes precisamos retomar nossas entidades como ferramentas de luta e auto-organização. Deixando bem claro que ao contrário do que Bolsonaro defende, nós os vermelhos, não vamos ser exterminados, vamos continuar cada dia mais organizados para lutar contra os ataques da extrema direita e para que nossas universidades estejam a serviço da luta e dos interesses da classe trabalhadora.




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