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“APEOESP quer nos fragmentar em atos regionais no 14J, não aceitamos!”, diz Maíra Machado

Maíra Machado, professora da rede pública e diretora de oposição da APEOESP, denuncia a política divisionista da direção majoritária do sindicato que no dia 14 de junho quer espalhar os professores em atos isolados pela cidade de SP. A unidade entre todas as categorias, junto à juventude que protagonizou as lutas de 15 e 30 de março, é a premissa para que se derrote a reforma da previdência pactuada entre Bolsonaro, centrão e STF.

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

Nos últimos dias nós, professores, junto com a juventude demos grandes demonstrações de força, primeiro foi no dia 15 de mais lutando contra os cortes na educação e contra a Reforma da Previdência, milhares de pessoas tomaram as ruas do país. Depois, no dia 30 de maio nós tomamos as ruas novamente para lutar contra os ataques que esse governo quer fazer na educação básica, no ensino fundamental e também no ensino superior, eles querem precarizar a educação pública para depois impor que a gente tenha que trabalhar até morrer com a Reforma da Previdência, por isso, no próximo dia 14, o dia do chamado da greve geral, a gente precisa se unificar: professores, juventude com o conjunto dos trabalhadores para a gente dar uma enorme demonstração de força e mostrar que nós podemos derrotar os planos do governo Bolsonaro.

Por isso é lamentável a posição da direção majoritária da APEOESP, o nosso sindicato. Primeiro, desmarcaram a assembleia que estava marcada para o dia 14 e assim estão impedindo que nós, professores, possamos organizar as nossas forças de maneira séria, com um plano de lutas contundente, para que a luta não termine no dia 14. E hoje, nos RE’s, que são as reuniões de representantes de escola de todo o estado de São Paulo, a direção majoritária da APEOESP defendeu que a gente não se unifique em um grande ato no centro de São Paulo, no MASP, e sim que a gente faça pequenos atos regionais.

Essa política é um grande problema, por que a gente tem que dar uma verdadeira mostra da nossa força, a APEOESP tem que colocar todo o seu aparato a serviço de construir esse ato, organizando ônibus para que a gente possa chegar ao MASP e possa mostrar toda nossa força de combate nas ruas. É muito importante que a gente tenha muita ciência dessa discussão porque nesse momento o Bolsonaro esta fazendo um pacto pelo Brasil junto com o Rodrigo Maia, com o Judiciário, com o Executivo, para que eles possam aplicar a Reforma da Previdência, e as centrais sindicais estão negociando com esse governo, estão trocando alguns pontos da Reforma da Previdência pela manutenção do imposto sindical.

A gente tem que dizer em alto e bom som que o nosso futuro não está em negociação, por isso nós professores temos uma grande tarefa, que é em cada escola discutir com os nossos colegas de que é preciso que a gente se unifique em, um grande ato no MASP, com toda a classe trabalhadora, discutindo em cada sub-sede de que é preciso organizar os ônibus pra que a gente vá em uma enorme caravana pro MASP assim com o em todas as outras grandes capitais do país, com atos que demonstrem a nossa força, que emparedem esse governo para que a gente possa derrotar os cortes na educação e também a Reforma da Previdência, o nosso futuro não está em negociação!




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