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AMANHÃ: Todes à Assembleia do Setor II da UFRN

A assembleia do Setor II da UFRN ocorrerá às 17h do dia 29/05, e tem por objetivo dar continuidade a nossa autoorganização nos cursos de humanas da UFRN, frente a necessidade de unificar a luta contra os cortes à educação com a luta contra a Reforma da Previdência.

terça-feira 28 de maio| Edição do dia

Reproduzimos aqui o material impresso de debate e divulgação da assembléia organizado pelo Esquerda Diário e pela juventude Faísca de Natal

Fomos 1 milhão de estudantes, professores e secundaristas nas ruas no dia 15, parando universidades, escolas e institutos federais. A sensação de que podemos derrotar Bolsonaro e suas medidas mais reacionárias não foi uma ilusão.

Em resposta a nossa mobilização, Bolsonaro testou suas forças nas ruas nesse domingo, 26, e passou longe de competir com as marchas do dia 15. Ainda assim, conseguiu mover suas tropas para defender a Reforma da Previdência e o pacote anticrime de Sergio Moro, moderando o tom belicoso contra o Congresso e o STF.

Mais do que nunca a unificação das massas estudantis aos trabalhadores de todo o país, parando não só universidades e escolas, mas também as fábricas, o telemarketing, os transportes, é uma tarefa colocada em primeiro plano.

Só será possível unificando nacionalmente a luta contra os cortes à educação com à luta contra a Reforma da Previdência através da organização de assembleias de base em cada curso que preparem uma grande paralisação nacional.

Contraditoriamente, as burocracias políticas, sindicais e acadêmicas do PT (mas também vinculadas ao PCdoB e ao PDT) se esforçam por manter o controle burocrático das manifestações e impedir uma unidade real nas ruas da luta dos trabalhadores e estudantes. Através das centrais sindicais, sobretudo CUT e CTB, adiaram o quanto puderam para chamar os trabalhadores a se enfrentarem contra a Reforma da Previdência.

A UNE, por sua vez, fez de tudo para que a Reforma da Previdência desaparecesse dos chamados de luta, além de claramente frearem a dinâmica de assembleias estudantis que pipocaram para organizar o dia 15, desarticulando forças para o dia 30. É urgente debater a criação de um Comando Nacional de Mobilização com delegados eleitos nas assembleias de curso que organize a luta.

É necessário exigir da UNE e das centrais sindicais um sério plano de organização para que o dia 30/5 e a paralisação nacional de 14/6 sejam demonstrações contundentes de força contra a reforma da previdência, chamando assembleias e comandos de luta em cada local de trabalho e estudo.

Grupo de Estudos "Armas da Crítica"

Sessão sobre o segundo capítulo do Manifesto do Partido Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels

- Sexta-feira (01/06), às 14h, na sala H4 do Setor 2 (UFRN)

Por entidades estudantis a serviço da auto-organização democrática de cada estudante e a altura dos desafios da realidade

Estamos vivendo nesse momento no curso de Ciências Sociais da UFRN um importante processo de reestruturação do CACS, que atualmente se organiza através de uma autogestão de um coletivo acadêmico.

É um momento em que se faz necessário um debate não apenas sobre as formas políticas de organizar a entidade, mas sobretudo da importância de recuperar essas entidades em benefício de um movimento estudantil em que cada estudante se veja sujeito da construção de uma ferramenta política independente das reitorias, dos governos e aliado à classe trabalhadora.

As entidades são uma ferramenta de luta do conjunto dos estudantes. Atualmente, aquelas que deveriam ser os principais instrumentos de auto-organização estudantil, UNE, UBES, UEE, atuam na contramão dessa necessidade desde os anos de governo do PT, na luta contra o golpe, e sobretudo na atual conjuntura, impedindo que sejam os incontáveis estudantes em assembleias que pipocaram pelo país coordenem os rumos da luta estudantil. O DCE da UFRN, dirigido por essas entidades, através da UJS, juventudes petistas e Levante, se prova incapaz de impulsionar a mobilização em cada curso.

Uma entidade combativa não pode ter medo de encarar as mais variadas concepções políticas, possibilitando ao conjunto dos estudantes um debate vivo entre as diferentes posições, chegando assim à melhor saída diante de um conflito. Para tanto, necessita ser democrática e estimular a ação política de cada estudante. Não podem resumir-se em cumprir um papel meramente representativo, como se apenas a gestão, ou os setores mais ativos – e aqui debatemos também com a autogestão – pudessem resolver todos os problemas dos estudantes.

A exemplo disso, o CASS (Centro Acadêmico de Serviço Social) da UFRJ, foi a primeira entidade que paralisou as aulas no governo Bolsonaro e organizou centenas de estudantes no dia da morte de Marielle, na contramão da passividade imposta pela UNE, exigindo a ela e às centrais sindicais que impulsionassem essa paralisação em cada curso e local de trabalho que dirigem. É com esse tipo de política, ligada a luta pelas demandas estudantis em cada universidade, que as entidades podem ser polos vivos de politização e de auto-organização, buscando na aliança entre estudantes e trabalhadores a luta contra o projeto de universidade racista e elitista das reitorias e por uma sociedade livre de exploração e opressão.




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