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PETROLEIROS

AGU entrará com ação no STF contra a greve dos petroleiros

terça-feira 29 de maio| Edição do dia

A AGU (Advocacia Geral da União) vai entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF contra a greve dos petroleiros, marcada para começar amanhã, segundo informação de Lauro Jardim, d’O Globo.

O governo golpista quer se antecipar e "evitar o agravamento" da crise de desabastecimento causada pela greve dos caminhoneiros. A principal alegação será a de que se trata de uma "ação oportunista e ilegal", algo que a própria mídia golpista, como a Globo, consente.

Fica claro o verdadeiro objetivo de Temer ao aprovar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) a nível nacional, permitindo que as Forças Armadas estejam nas ruas não apenas para desfazer os bloqueios de estradas, mas para atacar o direito das verdadeiras greves operárias ocorrerem.

O STF, junto às Forças Armadas, estão atuando como braços fortes do extremamente enfraquecido governo Temer, que cedeu tudo às patronais do transporte (especialmente a redução do preço do diesel, que será pago com mais impostos à população) e mesmo assim não alcança deter os bloqueios de rodovia.

Contra o movimento operário, como os petroleiros que entram em mobilização ainda com os enormes obstáculos impostos pela burocracia sindical da CUT, o governo quer mão dura e quebrar pela repressão qualquer indício da entrada em cena do movimento dos trabalhadores, independente dos patrões, na cena nacional.

Repudiamos essa medida autoritária do governo, que busca frustrar o direito de greve dos petroleiros e do conjunto da classe trabalhadora. Os trabalhadores são os únicos que podem, com um programa de independência de classe de toda variante patronal - isso inclui sua taxativa separação do reacionário movimento dos empresários do transporte, agora em curso - dar uma saída à crise dos combustíveis.

A greve dos petroleiros, apesar de sua direção traidora (CUT-PT), pode ser um ponto de apoio para a classe trabalhadora entrar em cena com seus métodos e um programa operário de saída pra crise, começando pela imediata redução do preço de todos os combustíveis (em primeiro lugar da gasolina e do gás de cozinha) sem subsídios com dinheiro público, o que só pode se dar com uma Petrobras 100% estatal sob administração dos trabalhadores e controle popular (não com “mudança da política de preços” do PT).




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