ABSURDO: governador do AM compra respiradores de loja de vinhos

O reacionário Wilson Lima (PSC), que é governador do Amazonas, fez uma compra de aparelhos respiratórios com preços completamente acima dos valores do mercado em uma loja de vinho, sim, uma loja de vinho, você não leu errado.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

O Estado do Amazonas, que tem no momento mais de 7 mil casos de coronavírus confirmados e mais de 500 mortes, segue apresentando um cenário catastrófico onde falta atendimento e equipamentos hospitalares adequados como os respiradores que auxiliam no tratamento do COVID-19.

Nesta situação, o reacionário Wilson Lima (PSC), que é governador do Amazonas, fez uma compra de aparelhos respiratórios com preços completamente acima dos valores do mercado em uma loja de vinho, sim, uma loja de vinho, você não leu errado. Enquanto a população morre nos hospitais sem tratamento, cerca de 3 milhões que poderiam estar sendo usados para produzir muito mais aparelhos, está servindo de superfaturamento em uma compra que sequer tem licitação.

Várias notícias chocantes sobre a situação do estado, em especial de Manaus, circulam. É um exemplo que beira ao ridículo o descaso de Wilson Lima com a vida da população, aproveitando o cenário para favorer contratos espúrios e incertos enquanto centenas continuam a morrer.

A guerra que os trabalhadores da saúde e a população enfrentam não é somente contra a devastação feita pela pandemia. Não, trata-se de uma guerra contra os capitalistas e seus fiéis representantes, como Wilson Lima que busca favorecer um empresário proprietária de uma loja de vinho. É urgente que as reivindicações dos trabalhadores da saúde sejam atendidas. Que todos os hospitais recebam os medicamentos necessários, assim como os equipamentos de proteção e respiradores que possam aumentar a capacidade de atendimento. Também é urgente que haja testes suficientes para atender toda a demanda, e que os trabalhadores que estão nos grupos de risco sejam imediatamente afastados sem qualquer perda salarial e de direitos.

O serviço público está em colapso, por isso é urgente que as redes privadas de saúde, incluindo laboratórios clínicos, sejam estatizadas e passem a ser parte da do SUS, sob controle dos trabalhadores da saúde e sem nenhuma indenização. E para suprir a falta de profissionais o estado deve realizar contratações urgentes, inclusive de estudantes de último ano de medicina e enfermagem, sob supervisão e capacitação adequada. O capitalismo que transforma saúde em mercadoria não dá mais, é preciso que os trabalhadores sejam os dirigentes dessa crise e possam decidir os rumos do país através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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