Política

RIO DE JANEIRO

ABSURDO: PT reafirma aliança com candidato bolsonarista em Belford Roxo

O apoio do PT à reeleição do candidato bolsonarista Wagner Carneiro, o Waguinho (MDB), para prefeito na cidade de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foi mantido pela direção nacional do PT, nesta segunda-feira 17, após 40 votos a favor e 36 contra e uma abstenção.

terça-feira 18 de agosto| Edição do dia

A aliança que foi aprovada dentro do diretório nacional do partido, no último dia 7, com 29 votos a 25 e 11 abstenções, abriu muitas críticas ao partido, gerando um pedido conjunto de seis ex-presidentes do partido à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para revisar a decisão de apoiar a candidatura de Waguinho. No entanto, Washington Quaquá, um dos vice-presidentes do PT foi um dos principais defensores dessa aliança, pois para ele “se trata de um aliado tradicional”.

Frente à pandemia que já ultrapassa a marca de 108 mil mortos fruto da política negacionista Bolsonaro, mas também dos governos como Witzel que nada fizeram para garantir o direito à quarentena para os mais vulneráveis à contaminação e nem garantiram testes massivos para a população (mas garantiram a reabertura dos comércios e os lucros dos grandes empresários), o PT toma essa decisão absurda de apoio a um candidato aliado de Bolsonaro. Tão aliado de Bolsonaro que não por acaso Belford Roxo é hoje o 10º município com mais casos de covid-19 e 8º em número de mortes.

Veja também: Apoio a prefeito bolsonarista de Belford Roxo expõe o oportunismo do PT do Rio de Janeiro

O oportunismo do Partido dos Trabalhadores se reafirma frente às eleições municipais que se aproximam, escancarando que o discurso contra Bolsonaro e a extrema-direita é falacioso mediante à postura que o partido vem tomando nacionalmente, como com seus governadores no nordeste que aprovam a reforma da previdência, assim como também próprio histórico do partido do Rio de Janeiro, com a própria Benedita da Silva fazendo parte da gestão de Cabral e como vice de Garotinho.

Frente ao regime do golpe institucional e a extrema-direita que tem Bolsonaro e militares como representantes, é preciso uma saída dos trabalhadores para a crise sanitária, econômica e política. O PT em 13 anos de governo mostrou que não é uma alternativa para os trabalhadores, pois fortaleceu os interesses do inimigos da nossa classe como o agronegócio, as igrejas e as forças policiais.

É preciso superar o PT pela esquerda, levantando uma política de independência de classe, que não caia em nenhum tipo de frente ampla com variantes da burguesia, e nas eleições não caia em coligações com o próprio PT, como fez o PSOL em Campinas. Será por meio de uma frente única dos trabalhadores, confiando nas próprias forças da nossa classe que poderemos dar uma saída de fato à crise do país, levantando o Fora Bolsonaro e Mourão, impondo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que a população possa decidir os rumos do país, mudando não apenas alguns jogadores, que é o que são as eleições, mas mudando as regras do jogo.




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