Sociedade

DENÚNCIA

ABSURDO: Empresários obrigam trabalhadoras a se ajoelharem pela reabertura do comércio

Nesta segunda-feira (27), empresários se manifestaram pela reabertura do comércio em Campina Grande na Paraíba. A manifestação também contou com a presença de alguns trabalhadores do comércio que denunciaram para o Sindicato dos Comerciários terem sido coagidos a participar e a se ajoelharem nas calçadas das lojas pela reabertura, sob ameaça de demissão.

terça-feira 28 de abril| Edição do dia

As fotos da manifestação que circularam pela internet causaram revolta na redes sociais. Os empresários alegam que com a reabertura das lojas não haverá aglomeração e que “o dado epidemiológico nos favorece para isso (a reabertura) no momento”. Acontece que a cidade já conta com 39 casos confirmados (segundo dados do dia 26) de coronavírus e a Paraíba com um total de 633 casos confirmados e 53 mortes. A abertura de comércios não-essenciais nesse momento significa expor todos os trabalhadores ao vírus sem necessidade, para que possam ser salvos os lucros do patrão. Veja abaixo:

Além disso, as chefias alegam que a reabertura do comércio é de comum acordo entre eles e os trabalhadores, contudo não há acordo quando há coação e ameaça. Após as denúncias anônimas feitas ao sindicato, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou uma “Notícia de Fato”, que é um procedimento investigatório para apurar os fatos. Em nota, o sindicato afirmou ser falsa a informação de que o movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes.

É abertamente contraditório o argumento dos empresários quando protestam pela reabertura do comércio afirmando preocupação com seus trabalhadores, quando na verdade a reabertura significa um risco à vida dessas pessoas, aquelas que realmente terão que sair de suas casas todos os dias, diferentemente da chefia que estará segura em casa. E ainda mais absurdo que se utilizem da MP da Morte de Bolsonaro para obrigar os trabalhadores a escolher entre morrerem com a fome ou com o vírus. Os trabalhadores estão vivendo na corda bamba entre o desemprego e o adoecimento pelo coronavírus. Diante disso, é preciso um plano de guerra contra a pandemia, com a contratação emergencial de profissionais da saúde, liberação integralmente remunerada dos serviços não essências, a garantia de nenhuma demissão e testagem massiva para toda população.




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