Sociedade

ABSURDO: Bolsonaro declara assinar decretos sem sequer ler o que está escrito

Apesar de Bolsonaro afirmar que não lê os decretos que assina, ele sempre sabe bem diferenciar os projetos que servem para garantir o lucro dos capitalistas e os de ataque ao direito dos trabalhadores e do povo pobre.

terça-feira 28 de abril| Edição do dia

Em vídeo de 17 segundos, na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro aparece afirmando em relação a decretos que lhe chegam as mãos que “tem muita coisa que eu assino, que eu leio a ementa apenas. Tem decreto com 20 páginas e às vezes tem um palmo de papel pra assinar ali”, revelando mais uma vez que cumpre simplesmente um papel de garantir os interesses dos capitalistas, sem nem ao menos garantir o trabalho de se ater
minimamente ao conteúdo dos projetos que atendem a classe dominante. Ou seja, utilizando o cargo máximo do país apenas para permitir a manutenção dos lucros dos de cima sem lhes impor nenhuma barreira. Ainda no mesmo vídeo, Bolsonaro também revela que " não basta só ler. Tem que interpretar também, e muitas vezes eu não tenho como interpretar”.

Sabemos o quanto essa declaração é cínica e hipócrita, pois Bolsonaro já demonstrou inúmeras vezes que sabe muito bem interpretar quando os decretos servem ao ataque contra a classe trabalhadora e o povo pobre. Como o ataque ao direito de greve de serviços considerados "essenciais" utilizando o argumento da necessidade do isolamento social, quando o próprio presidente desrespeitava a quarentena indo cumprimentar apoiadores nas ruas de Brasilia, ou até mesmo participando de manifestações de cunho autoritário que pediam a volta do AI- 5 e o fechamento do congresso nacional.
Assim como determinou, também por decreto, a abertura de igrejas como "essenciais" para garantir o lucro dos pastores, base social forte de sustentação de seu governo, em detrimento da saúde e da vida dos fiéis.

Por todos esses motivos, nós do Esquerda Diário, viemos nos posicionando pela consigna Fora Bolsonaro e Mourão, e por nenhuma confiança no congresso golpista e no judiciário, a partir da
defesa de uma saída independente dos trabalhadores pela luta de uma Assembleia constituinte livre e soberana, em que seja o povo quem decida. Também enviamos um chamado para que os trabalhadores se unam a nós na construção de um 1° de maio contra o [ato unificado das 11 centrais sindicais, que além de contar em suas fileiras com burocracias sindicais golpistas como a Força Sindical e a UGT, não desmentiram matéria publicada pela Folha de São Paulo de que “os dirigentes das seis principais centrais sindicais brasileiras — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB — reforçaram a decisão de alargar o palanque”, enviando convites para a participação de figuras como Rodrigo Maia, Witzel, Dória, Dias Toffoli e Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, compactuando com estes golpistas que sempre articularam ataques a classe trabalhadora e ao povo.

Por isso fazemos um chamado para que a CSP-Conlutas e a Intersindical aceitem construir um 1o de maio independente, com todas as organizações de esquerda, parlamentares,
movimentos de mulheres, negros e LGBT ́S, a exemplo do que fará a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores na Argentina.




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