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A xenofobia e o racismo das leis antiterroristas europeias são denunciados

Afirmou a organização Anistia Internacional em um relatório onde assegura que as novas leis antiterroristas europeias discriminam os muçulmanos e os refugiados.

terça-feira 17 de janeiro de 2017| Edição do dia

Uma série de novas leis antiterroristas em toda a Europa discriminam os muçulmanos e os refugiados, estendendo o medo e a alienação, afirmou um relatório da Anistia Internacional nessa terça-feira.

A organização de direitos humanos deu um chamado de alerta sobre as medidas de segurança adotadas nos últimos anos em 14 países da União Europeia, incluindo a ampliação das capacidades de vigilância.

O aumento das medidas de segurança nos países europeus, como resposta a distintos ataques, em sua maioria reivindicados pelo Estado Islâmico, aumentaram as tensões a respeito da imigração e reavivam a popularidade de partidos de extrema direita. Além disso transformaram o tema da segurança em assunto chave para as eleições francesas, holandesas e alemãs.

"Por todo o espaço regional da UE vemos muçulmanos e estrangeiros sendo comparados com terroristas”, disse Julia Hall, especialista da Anistia Internacional e autora do relatório.

"Este estereótipo afeta de maneira desproporcional estas comunidades, nas quais há um alto grau de medo e alienação”

Hall advertiu que as medidas “draconianas” para buscas e prisões como as introduzidas na França desde novembro de 2015, poderiam ser utilizadas de forma abusiva contra ativistas de grupos minoritários.

O relatório da Anistia denunciou também que das 390 pessoas processadas na França durante 2015 por apologia ao terrorismo, um terço eram menores.

A Anistia condenou o uso de toques de recolher, que descreveu como “orwellianos”, restrições de viagem e controles policiais para manter vigiados indivíduos que não haviam sido condenados por nenhum delito e que frequentemente não sabiam pelo que eram acusados.

Em relação à Espanha, a Anistia deu ênfase ao polêmico caso dos marionetistas presos e acusados de “enaltecimento do terrorismo” após uma apresentação satírica onde uma marionete segurava um cartaz com um lema que foi considerado apoio ao grupo armado ETA.

Ademais, o relatório fez referência ao caso do músico Def con Dos, detido por uma série de tweets entre os quais se encontrava uma piada sobre oferecer ao rei emérito Juan Carlos um bolo com bomba como presente de aniversário.




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