Gênero e sexualidade

VIOLÊNCIA NA USP

A voz das Mulheres sobre a violência do dia 7 de março na USP: Diana Assunção, trabalhadora da USP

Relato de Diana Assunção, funcionária da USP, sobre a violência policial sofrida em 7/3 durante manifestação pacífica na USP.

segunda-feira 27 de março de 2017| Edição do dia

Fui agredida na cabeça com um cassetete, pelas costas, por um policial. A revolta que tomou conta de mim naquele momento foi enorme, não somente por ver centenas de trabalhadores, estudantes e professores sendo fortemente agredidos, mas porque sabia que nesta luta estava em jogo os rumos da universidade.

Foi emblemático que uma agressão tão forte, que deixará pra sempre uma cicatriz na minha cabeça, que gerou uma dor enorme e grande perda de sangue, que tenha ocorrido justamente um dia antes do 8 de março, o dia internacional de luta das mulheres.

Quando cheguei no Hospital Universitário e vi minha companheira Nani abatida do espancamento que sofreu minha raiva somente aumentou. Mas a força de vários companheiros e companheiras, que resistiram fortemente a repressão policial, mostram que este é o caminho certo da luta, a luta por uma USP que não seja elitista, uma universidade a serviço da maioria da população, que é a classe trabalhadora e o povo pobre.

E nesta luta queremos defender com toda a energia, as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras, que mostravam neste dia 7 de março a decisão de enfrentar as demissões e a retirada de direitos, e lutar por uma USP verdadeiramente aberta. Nossos sonhos são à prova de cassetete!

Diana, trabalhadora da Faculdade de Educação




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