Política

A velha direita de roupa nova: Kim Kataguiri anuncia candidatura.

Kim Kataguiri, uma das principais figurinhas que a direita produziu durante o golpe institucional, anunciou que será candidato à deputado federal pelo DEM.

quinta-feira 15 de março| Edição do dia

O cômico é que o MBL até pouco tempo atrás dizia ser um movimento apartidário e contra os corruptos. Se não bastasse suas candidaturas pelo DEM e PSDB à vereadores, como a de Fernando Holiday - suspeito de caixa 2 durante a campanha, o MBL agora pretende lançar 20 candidaturas à deputado federal, escancarando ainda mais sua hipocrisia.

O que interessa ao grupo são os ataques aos direitos da população pobre e trabalhadora e às liberdades políticas e democráticas, como ocorreu em suas campanhas em defesa do escola sem partido, da “cura gay” e pela censura da arte. De “livre”, não há nada. Defendem a liberdade dos 1% mais ricos e poderosos em acabar com as condições de vida de milhões de trabalhadores, por isso lamberam o pé de Cunha, lambem o de Dória e desejam ser mais um cachorrinho golpista da “mão invisível” do mercado no Estado. Enquanto perseguem artistas e a esquerda, desejam ter a maior liberdade de expressão dentro do DEM para defenderem suas concepções reacionárias.

A máscara de jovens, a “nova direita”, não apresenta na verdade nenhuma novidade, é a mesma de sempre. Por trás do MBL e de Kim Kataguiri estão os mesmo velhos empresários que os financiam e que estão até os ossos envolvidos com a corrupção inerente ao capitalismo, Kim Kataguiri deseja representá-los no governo, passar de apoiador a executor da agenda de ataques e privatizações

A procura do MBL em achar um partido de aluguel para 2018 começou ano passado. Antes de negociar com o DEM, tentaram entrar em diálogo com o ‘Livres”, movimento “mais light” em seu conservadorismo, que até então estava no PSL, do qual saiu apos a entrada de Bolsonaro no partido. Entretanto, todos apresentam um programa comum: a defesa dos lucros dos capitalistas e das vontades obscuras do mercado em destruir a vida e o futuro da maioria da população.

Para fechar de maneira escandalosa, o grupo anda averiguando a possibilidade de impulsionar também a candidatura de Flávio Rocha, empresário dono da Riachuelo, uma das empresas mais denunciadas por superexploração do trabalho e utilização de trabalho escravo no país.




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