TEORIA

A teoria do imperialismo em Lenin: sua atualidade e controvérsias

Por que o debate da questão imperialista está na ordem do dia, mais que nunca? E o foco de Lênin, perdeu sua validade?

Gilson Dantas

Brasília

segunda-feira 25 de setembro| Edição do dia

Muitos falam da superação do pensamento de Lenin e que sua teoria sobre o imperialismo estaria ultrapassada e que o próprio imperialismo seria algo obsoleto [a exemplo de F Jameson] ou então que ele adotou novos formatos, se superou e estaríamos diante de um novo fenômeno distinto do que Lenin concebia.

Toni Negri fala em um “Império” sem centro, sem cabeça, “globalizado”, e mesmo autores de grande gabarito como P Anderson e Leo Panitch concebem o imperialismo como tendente a alguma ordem menos tensionada, onde a hegemonia norte-americana estaria ganhando e não perdendo mais base histórica. Nesse caso, certos autores do campo da esquerda têm retomado menos Lenin e mais K Kautski [com sua teoria do “ultraimperialismo”].

A palestra com o título acima foi realizada na Universidade de Brasília em 5 de setembro passado, e desenvolve ideias na contramão daquele pensamento “superador” de Lenin, ou de um pensamento que pensa a sua teoria do imperialismo como tendo perdido validade.

E procura problematizar questões do tipo: o imperialismo pode se autorreformar? É possível a emergência de um super-imperialismo com os Estados Unidos à cabeça? Quais as causas do imperialismo e por que elas são atuais, embora, obviamente, devam ser reatualizadas?

Por que é importante entender o imperialismo como uma fase particular e superior do capitalismo? Por que Lenin está em continuidade direta com Marx e, ao mesmo tempo, contribui com uma teorização completamente nova e guia para todo debate da geopolítica atual? Por que a definição de imperialismo não pode ser genérica e nem eclética? O que mudou no capitalismo de Marx para nossos tempos atuais? Esses tempos ainda são os “leninistas”? Em que sentido?

O Estado nacional como uma camisa-de-força para a economia burguesa e o Estado como mais importante para o capitalismo imperialista que nunca: como entender essa equação? Por que gente como Cecil Rhodes é mais atual que nunca? Por que o foco dos livros escolares e a maioria dos acadêmicos [e das faculdades de Relações Internacionais] é empobrecedor e alienado?

Enfim: por que discutir a questão imperialista é um ponto atualíssimo da agenda da esquerda, mais ainda em tempos de dívida pública e de D. Trump, Merckel e afins?
Essas e outras questões que podem lhe interessar, são pontuadas na fala reproduzida no áudio/vídeo abaixo:




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