A subsede da Apeoesp Santo André precisa impulsionar um comitê de base para derrotar Bolsonaro e o golpismo

quinta-feira 11 de outubro| Edição do dia

Frente ao avanço de Bolsonaro e do autoritarismo herdeiro do golpe militar, fruto das eleições brutalmente manipuladas é preciso que professores e professoras se organizem para dar uma resposta a essa situação que nos ameaça em nossos direitos democráticos mais elementares.

A população brasileira foi impedida de decidir em quem votar nessas eleições com a prisão arbitrária de Lula, a partir da intervenção direta do judiciário tutelado pelas forças armadas e apoiado pelas grandes mídias golspitas. O golpe institucional de 2016, que derrubou Dilma teve o sentido claro de impor ataques profundos à classe trabalhadora e ao povo, como a privatização da Petrobrás e a venda de nosso petróleo a preço de banana acompanhado de uma série de reformas para atacar nossas condições de vida.

Bolsonaro junto a seu vice, general Mourão querem acabar com a já decadente constituinte de 88 pela direita, impondo uma enorme repressão à população, atacando os negros, as mulheres e os LGBTs, constituindo um governo apoiado nas forças policiais e nas forças armadas.

Os métodos que foram usados contra Lula servirão para amedrontar e perseguir todo e qualquer sindicato ou movimento social que queira lutar. Bolsonaro já ameaçou que fecharia o congresso para governar, mesmo depois desmentindo essa afirmação para passar uma impressão de democrático.

Nos últimos dias diversos ataques estão sendo feitos contra setores da esquerda e dos movimentos sociais. É bárbaro e chocante o assassinato de Mestre Moa Katendé de forma covarde e brutal com 12 facadas por um apoiador de Bolsonaro. As 12 facadas que penetraram o corpo de Mestre Moa vieram diretamente da boca de Bolsonaro, seu partido e seus aliados que estimulam o discurso de ódio aos negros, nordestinos e imigrantes. Há 28 anos na Câmara dos Deputados, fez carreira em apologia à ditadura, à tortura, à retirada de direitos dos trabalhadores, verbalizando posições machistas e o mais profundo ódio contra os negros. Bolsonaro é a representação mais abjeta dos senhores de engenho e escravocratas.

A estratégia do PT é impotente para enfrentar essa situação, governaram por anos com os capitalistas, assimilaram os métodos de corrupção e o governo Dilma começou os ataques contra os trabalhadores, abrindo o caminho para o golpe que avançou ainda mais sobre nossos direitos. Sua estratégia puramente eleitoral, de contenção da luta de classes, para canalizar o descontentamento para o terreno dos votos, terminou sendo incapaz de oferecer qualquer resistência séria ao golpe institucional. Por isso, precisamos organizar nossas forças, já que a extrema direita não será derrotada meramente apenas nos votos, mas na luta de classes, os trabalhadores precisam retomar a confiança em suas forças e métodos de luta.

Nós, do MRT estamos ombro com todos que querem derrotar Bolsonaro nas urnas e por isso votamos criticamente em Haddad, mas precisamos ter uma estratégia de luta. Por isso, precisamos exigir que a CUT, a CTB e todas as centrais sindicais convoquem assembleias pra colocar de pé milhares de comitês em todo o país, nas escolas, nas fábricas, universidades e locais de trabalho coordenando um plano de luta com manifestações e ocupações que possa culminar numa paralisação nacional pra derrotar Bolsonaro e o golpismo.

Precisamos já em cada local de trabalho organizar nossas forças. Nossa subsede precisa se colocar ativamente nessa tarefa para que os professores possam debater medidas de organização que vão para além do voto para combater Bolsonaro. A apeoesp Santo André deve ser uma trincheira na batalha contra Bolsonaro, que seja referência para todos q se colocam contra o avanço do reacionarismo. Fazemos esse chamado para que professoras e professores, alunos e toda a comunidade escolar integrem um comitê de ação contra Bolsonaro, o golpismo e o avanço da extrema direita, junto à nosso sindicato que deve se colocar na linha de frente desse enfrentamento.

Essa tarefa é urgente e deve ser encarada de acordo com a necessidade real dos trabalhadores, jovens, negros, nordestinos, mulheres e LGBTs de nosso país, por isso propomos que organizemos nossas forças imediatamente para percorrer as escolas, debater com os professores e comunidade escolar e organizar um grande comitê em nossa cidade que combata esse avanço da extrema direita e organize os professores para essa batalha.




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