segunda-feira 21 de novembro| Edição do dia

Não tenho dúvida de que os interessados nesse artigo possuem, em algum cantinho da memória, um bom exemplo de como a burocracia usa e abusa da autoridade. Mas quem confere competência aos que empunham “carimbos”? Por que acedemos diante da (des)conversa que utilizam para preservar suas sinecuras?

O fato é que quanto mais evitamos responsabilidades, mais aceitamos que um aparato externo se encarregue das questões que nos alcançam. Ao abdicarmos do direito de decidir, permitimos que essa burocracia sequestre nossa autonomia e se constitua, efetivamente, num organismo cujo fim repousa em si mesmo.

Para surpresa das secretarias de educação, e mesmo para as vanguardas política, acadêmica, sindical e estudantil, nossos estudantes reclamam compromissos e experimentam formas alternativas de organização. Em suas ocupações, tanto realizam uma “reintegração de posse”, devolvendo o debate sobre a instrução popular aos seus maiores interessados, quanto expõem o papel antissocial do atual aparelho escolar. Ao fim e ao cabo, recusam manter um modelo que escolhe os “escolhidos” e reserva para estes a autoridade do diploma, respondendo aos burocratas com uma bela pergunta: A quem pertencem nossas escolas?




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