A propósito das ilusões no Judiciário e no Supremo

É fundamental saber que não dá para confiar que um judiciário golpista possa ser uma alternativa para uma suposta “defesa da democracia”. Eles são, em grande medida, responsáveis pela atual encruzilhada.

quarta-feira 17 de junho| Edição do dia

Nenhum judiciário é confiável, muito menos aquele que foi parte fundamental para articulação do golpe. "Com o supremo, com tudo" é a frase imortalizada pelo golpe e não é atoa.

Crer no STF como uma espécie de bastião democrático é uma completa falta de senso, e uma confiança no Estado burguês digna de qualquer coisa, menos dos líderes que a classe trabalhadora e movimentos sociais precisam pra poder vencer as atuais contradições. É coisa digna dos mais ingênuos.

Não podemos nos iludir mesmo que os juízes estejam ameaçando o bolsonarismo com processos, com a prisão de Sara Winter, ou mesmo com a tão desejada cassação da chapa. Não devemos ter nenhuma confiança nestes atores políticos sem voto! E nem nenhuma confiança em processos sem participação ativa dos trabalhadores.

Novos autoritarismos podem surgir também do STF, tal como vimos em vários momentos históricos. Por exemplo, na história recente da lava-jato no Brasil, ou na Operação Mãos Limpas na Itália, e etc...

Tenhamos memória: o judiciário também é uma arma de guerra na mão das elites empresariais. No momento que precisam simplesmente arrancam a máscara de imparcialidade dos juízes, usam seus poderes sem voto de deuses e semideuses como uma ferramenta partidária para perseguir e derrotar a classe trabalhadora e as esquerdas.

Enquanto não apostarmos na força da mobilização dos trabalhadores não teremos qualquer possibilidade de vitória. Não teremos nem deuses nem semideuses pra nos salvar.




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