PROCESSO WYLLYS

A pedidos de Frota, Conselho de Ética abre processo contra Jean Wyllys

Nesta terça (4), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ou seja, ele irá responder por ter cuspido em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia que ocorreu uma das fases do golpe institucional com votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no plenário da Casa.

quarta-feira 5 de outubro| Edição do dia

No mesmo dia da suposta agressão, o mesmo Jair Bolsonaro, que votou pelo impeachment, homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar brasileiro reconhecido oficialmente como torturador e assassino (leia mais).

A origem desse processo vem de seis representações levadas à Corregedoria da Casa, sendo duas delas do ator Alexandre Frota, estuprador confesso e, assim como a “vítima” do cuspe, apoiador do golpe (sobre o assunto). A Mesa Diretora aceitou e encaminhou as representações sugerindo uma punição ao Jean Wyllys suspendendo seu mandato parlamentar por até seis meses. A partir disso, o Conselho de Ética vai arquivar ou dar continuidade ao processo.

Jean já foi processado ano passado pelo João Rodrigues (PSD-SC). Em sua representação, Rodrigues se sentiu “ofendido” quanto o deputado do PSOL o acusou de roubar dinheiro público. O processo foi arquivado por unanimidade e considerado uma ação de censura às palavras de Wyllys.

Em um momento de avanço da velha direita no parlamento, fica cada vez mais nítido qual a ética a Câmara dos Deputados quer construir, onde um cuspe é inadmissível, mas saudar um militar responsável pela tortura pelo menos 500 pessoas e o assassinato de 50 é aceitável, já que aquele que denunciou, Frota, é um estuprador e defensor de projetos como o “Escola Sem Partido”.




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