A pedido de Bolsonaro, militares realizam cerimônia para lembrar o repudiável golpe de 64

Para a felicidade do reacionário Bolsonaro, às 8h da manhã desta sexta-feira, no pátio do Comando Militar do Planalto, o Comando do Exército realizou uma cerimônia durante 30 minutos para rememorar o aniversário de 55 anos do repudiável golpe militar de 1964.

sexta-feira 29 de março| Edição do dia

A cerimônia contou com a presença do Batalhão da guarda presidencial, dos Dragões da Independência, Grupo de Artilharia de Campanha, Batalhão de polícia do exército, dentre outros. Segundo o mestre de cerimônia, “o golpe virou um momento cívico-militar”. No evento, um verdadeiro show de horrores que contou com cerca de 350 militares, a tropa cantou o hino nacional, a canção do comando militar do planalto e, em seguida, desfilaram pelo pátio.

Não é novidade que o alto comando das forças armadas sempre manteve vivas as tradições de 64, mas até o governo Bolsonaro as comemorações eram mais restritas e, quando tentavam sair das sombras, eram alvos de críticas quase generalizadas. Agora, em 2019, estão voltando comemorações oficiais, incentivadas por Bolsonaro, Joice Hasselmann e toda a extrema direita no governo, ao ponto de serem os próprios generais (grandes defensores do golpe militar de 64) que estão pedindo moderação nas comemorações.

O golpe de 64 deu início a um regime completamente autoritário marcado por censura à arte, política, liberdade de expressão, de imprensa e muitas outras coisas. Bolsonaro, grande entusiasta da ditadura, que homenageia militares que foram torturadores como Ustra e diz que o problema daquele regime foi “ter torturado e não matado”, havia determinado ao longo dessa semana por via do seu porta-voz que o Ministério da Defesa fizesse as “comemorações devidas” do golpe militar.

Essa determinação é completamente repudiável, que celebra as torturas, assassinatos e desaparecimentos promovidos por uma ditadura corrupta ligada aos EUA, contra as massas trabalhadoras e do campo. Perto de completar os exatos 55 anos depois do golpe, ao contrário de comemorar, temos que exigir a revogação da Lei da Anistia de 1979, assim como o julgamento e punição de todos os responsáveis civis e militares pela ditadura! Os arquivos e documentos ocultos desse regime não podem ficar restritos ao Estado, é preciso arrancar a abertura sobre todos os crimes cometidos.




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