Mundo Operário

LUTA CONTRA OS AJUSTES

A paralisação dos trabalhadores da USP em meio ao ajuste no país e no estado

É uma esquerda que se coloca efetivamente a enfrentar os ajustes na luta de classes que nós do MRT estamos buscando construir na USP e em cada luta.

Bruno Gilga

Diretor de Base do Sindicato da USP.

quarta-feira 14 de outubro de 2015| Edição do dia

Neste dia 15 os trabalhadores da USP realizam uma paralisação geral, aprovada também pelos estudantes, denunciando o desmonte da universidade, com fechamento de restaurantes, de todas as vagas nas creches, com a intenção de extingui-las, de leitos e serviços no Hospital Universitário, e a inviabilização de outros serviços, tudo fruto das mais de 1800 demissões dessa gestão da reitoria e do congelamento das contratações. Também com novo corte de 20% das verbas das unidades de ensino (somando-se a corte anterior de 30%), cortes nas bolsas de Iniciação Científica, nas verbas de permanências estudantil, e redução do quadro de professores, e política de precarização do regime docente. A paralisação resiste a tudo isso, e a uma série de ataques à organização dos trabalhadores e ao direito de greve, como o desconto dos salários dos trabalhadores dos restaurantes que realizaram outra paralisação e os processos contra diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP. Essa medida foi aprovada em assembleia geral e ratificada em reuniões em mais de 20 faculdades e unidades de trabalho.

Essa política é aplicada pela reitoria da USP com o pretexto da crise financeira, e até nisso está em sintonia com a política do governo Alckmin para os serviços públicos, que tem se expressado duramente no restante da educação, com os fechamentos de escolas e salas de aulas e as demissões de professores, que têm ganhado atenção e causado grande revolta. Os trabalhadores da USP pretendem organizar nesse dia 15 medidas para se unificar com os secundaristas, dizendo que não aceitarão o desmonte da universidade, nem das escolas, defendendo toda a educação pública.

Além disso, o desmonte da USP, as demissões e o arrocho salarial também estão em sintonia com os ataques de Dilma e Lula nacionalmente, os cortes nos serviços públicos e as demissões em todo o país. Por isso, ela aponta também um caminho frente a todos esses ataques: o da organização dos trabalhadores para a luta, sem ceder direitos, em defesa dos empregos, das condições de vida e dos interesses da população, de forma totalmente independente do governo federal anti-operário e da oposição burguesa que é governo no Estado, depositando nas próprias forças a confiança no caminho para barrar os ataques. É uma esquerda que se coloca efetivamente a enfrentar os ajustes na luta de classes que nós do MRT estamos buscando construir na USP e em cada luta.




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