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A outra corrida: quem será o vice de Hillary Clinton?

Depois da derrota de Bernie Sanders, a figura da senadora Elizabeth Warren significaria um virtual fim da “fissura” democrata, mas é a única escolha para Hillary Clinton?

Celeste Murillo

Argentina | @rompe_teclas

quinta-feira 30 de junho de 2016| Edição do dia

Hillary Clinton, virtual candidata democrata à presidência, busca quem a acompanhará na campanha presidencial. Na segunda feira Hillary apareceu pela primeira vez junto da senadora por Massachussets Elizabeth Warren, ex-partidária de Bernie Sanders, em um ato em Cincinnati.

Algumas mídias interpretaram essa aparição como um aceno para a possível primeira candidatura presidencial formada por duas mulheres na história dos Estados Unidos. O certo é que Warren é, antes de tudo, uma representante da ala progressista do Partido Democrata e alguns analistas a vêm como a ponte que Hilary Clinton necessita para atrair à sua candidatura vários setores que apoiaram a Bernie Sanders nas primárias.

A decisão de quem acompanhará Hillary terminará de moldar a campanha que levará adiante o Partido Democrata para derrotar Donald Trump em novembro. Temos de recordar, que ainda que menos caóticas que as republicanas, as primárias, entre os democratas não terminaram sem cicatrizes.

Apesar de ter conquistado a maioria dos delegados com mandato, Hillary Clinton só alcançará a quantidade necessária para a nomeação somando os superdelegados, cujo mandatos não vêm das eleições internas.

Tudo para ganhar de Trump

Warren não é a única candidata à vice. Entre os candidatos estão o ex governador e atual senador por Virginia Tim Kaine e o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano Julian Castro, entre outros com menos chances.

A aparição com Warren mostrou o carisma e o entusiasmo que tanto Clinton necessita para cativar a base democrata. Como Sanders, a senadora garantiu rapidamente seu apoio à ex secretária de Estado: “Hillary será a próxima presidenta dos Estados Unidos porque sabe como ganhar um eleitorado vulnerável que age guiado pela cobiça e o ódio”.

A eleição de Warren, conhecida por seus discursos enérgicos contra Wall Street, permitiria a Clinton ter à mão os eleitores de Sanders e tapar a “fissura”. Mas, por outro lado, criaria uma fórmula por demais “progressista” (especialmente por se tratar de duas mulheres) para o eleitorado de centro que os democratas apostam conquistar para assegurar a vitória, entre eles várias figuras e eleitores republicanos que vêm com desconfiança Trump.

Ainda que hoje quem ascenda como candidata seja Warren, vários analistas vêm a Kaine como o escolhido mais provável, com apoio dentro do partido e inserção na comunidade latina, um eleitorado que se anuncia como decisivo nas próximas eleições.

Tradução: Yuri Marcolino




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