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A “nova” Vallourec

Vallourec: Fusão da Vallourec e VSB apenas agrava o cenário de demissões, acidentes, múltiplas funções de trabalho e redução da qualidade de vida dos operários.

terça-feira 25 de outubro| Edição do dia

Foi apresentado aos operários da Vallourec, antiga Mannesmam o projeto de fusão das marcas Vallourec, Sumitomo e Nippon Steel. As empresas serão unificadas pela marca Vallourec Soluções Tubulares do Brasil, que engloba as plantas de Belo Horizonte e Jeceaba, ambas em Minas Gerais.

A unificação se dá em meio à grave crise econômica e a baixa nos setores de óleo e gás, seus principais consumidores. Além disso, o golpe institucional em curso no Brasil ampliou ainda mais a crise política no regime, gerando o aumento nas incertezas do mercado especulativo.

Em meio a todo o turbilhão gerado pela crise, o projeto da nova marca, vem selando definitivamente o fechamento da área siderúrgica na usina da capital e ameaça o emprego de todos os trabalhadores, efetivos e terceirizados.

A empresa espera ainda, ampliar o seu ganho de capital através da múltipla função de trabalho, a precarização da vida dos operários, a redução dos cargos e a otimização das plantas com a nova estruturação.

A unificação das marcas mostra como a empresa utiliza a crise na economia capitalista para manter o seu capital em dia aumentando ainda mais a exploração do trabalho.

Patronal apoiou golpe em curso no Brasil

Nos últimos dias a patronal da Vallourec circulou um vídeo entre os trabalhadores onde ela comenta a nova fase da empresa e também suas expectativas em relação à crise capitalista.

Foto: Diretor da Vallourec, Philippe Crouzet, Dilma Rousseff, ao lado de Fernando Pimentel do PT e Antônio Anastásia; senador do PSDB e futuro relator do golpe que retirou Dilma da presidência.

No vídeo, representantes da empresa aparecem defendendo os “novos” rumos da Petrobrás, o que hoje significa a privatização e entrega da empresa e suas riquezas nacionais ao capital estrangeiro, e se posicionam em defesa do golpe institucional em curso no Brasil, que retiram direitos históricos e fundamentais da classe trabalhadora.

Além disso, a patronal deixa claro que os gastos serão cortados ao máximo, o que não é novidade no chão de fábrica, visto pelas demissões entre efetivos e terceirizados, jornadas múltiplas de trabalho, lay off e as propostas rebaixadas de reposição salarial e PLR.

A política de conciliação de classes do PT vem mostrando-se cada vez mais falha, com a concretização do golpe institucional praticado pelo seu grande aliado, o PMDB de Michel Temer.

Ao defender o golpe, a entrega do Brasil e a retirada de direitos trabalhistas, a patronal da Vallourec mostra como o PT errou em acreditar que é possível conciliar explorador e oprimido num só projeto nacional, sem enfrentar os mandantes da economia e que, essa “amizade” da direita e dos capitalistas é mais falsa do que a nota de três reais.




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