Política

PRIVILÉGIOS DOS JUDICIÁRIOS

A mansão milionária de Marcelo e Simone Bretas e os privilégios da casta judiciária

Reportagem do The Intercept Brasil mostra o patrimônio de luxo de R$5,8 milhões em que vive o juiz da Lava Jato e sua esposa. Ambos, além de seus super salários recebem auxílios moradia de milhares de reais.

quarta-feira 5 de setembro| Edição do dia

Em uma investigação o jornal independente The Intercept revela a mansão, no valor de 5,8 milhões de reais que é propriedade de Marcelo Bretas, famoso juiz da Lava Jato no Rio e de sua mulher, a também juíza federal Simone Bretas.

Na reportagem, se detalham os luxos da mansão de 600m², em Itaipava, a 80 km do Rio de Janeiro. Em um condomínio de luxo, onde além do casal, também possuem casas o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, e mesmo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, um dos delatores condenados na Lava Jato.

Além da mansão, o juiz Bretas mora com a esposa em um apartamento de 500 m² com quatro suítes e vista para o Pão de Açúcar e a Baia de Guanabara, no Flamengo, na zona sul do Rio no valor de 5 milhões de reais, e ainda possui mais dois imóveis na zona sul, segundo levantamento da revista Piauí.

Mas apesar de toda a pompa e luxo em que vive o casal de juízes, estes ainda conseguiram, ambos, direito a auxílio moradia, no valor de mais de R$4.000 cada um. O assim chamado “Moro do Rio de Janeiro”, que adora dar “lição de moral” no Twitter e em meio a sentenças de seus processos na Lava Jato RJ, conseguiu o auxílio irregular por conta de uma decisão de primeira instância de um colega, que julgou válido ceder a mesada adicional tanto a ele como à esposa mesmo dado que eles possuem (múltiplas) moradias no Rio, onde trabalham e morarem juntos. Somados os auxílios, o salário de Bretas é de R$ 43.910,62 mensais, Simone, sua esposa, recebe R$ 44.555,62.

A opulenta vida do casal Bretas não passa da ponta do iceberg dos luxos da casta judiciária. Essa corja de oligarcas, eleitos por ninguém, e que mais e mais usam de um moralismo barato para tentar comandar os rumos do país consomem recursos públicos aos bilhões anualmente. Um só juiz do supremo custa, por mês, mais do que o orçamento anual do Museu Nacional que foi destruído em meio ao descaso de sucessivos governos com a educação e cultura em preferencia a alimentar os privilégios dos juízes, da casta política capitalista, dos bancos, e, é claro, do religioso pagamento de fraudulenta dívida pública!

Desde a metade do ano, já ultrapassou R$1 bilhão o valor gasto só com o auxílio moradia dos juízes, grande parte deles, incluso o juiz Sérgio Moro tem casa própria e nada humilde na cidade onde trabalham.

A casta judicial, que tem imposto com punho firme o projeto golpista e imperialista no Brasil passa longe de ser composta pelos paladinos da moral que a Lava Jato propagandeia. Trata-se da mais privilegiada, mais antidemocrática, e mais diretamente imperialista das alas do governo. Nessas eleições, servem-se de seus amplos poderes a seu bel prezar para tolher o direito do povo escolher em quem votar e escolher o próximo presidente do país a dedo! E o fazem com um projeto bem claro, o projeto do golpe.
A continuação dos ataques contra os trabalhadores iniciados no governo Dilma, aprofundados por Temer, e que agora serão continuados pelo próximo presidente. Sempre virando o tabuleiro para o lado mais vantajoso aos capitalistas nacionais e especialmente os imperialistas, e ao largo dos já limitados direitos da população em eleger seus governantes. Tal é o projeto capitalista em tempos de crise, e ninguém melhor para executa-lo do que o podre poder judiciário, que em meio à ruina da população, segue parasitando o Estado para levar suas vidas de realeza.

Leia também: É preciso acabar com os privilégios da oligarquia judicial, pilar do golpe institucional

É por isso que sabemos que não há “salvação” para o Brasil da crise capitalista por meio desse sistema carcomido, das alas dos lacaios da grande burguesia local e imperialista que só visam atacar mais os direitos dos trabalhadores para sustentar os lucros capitalistas. Por isso defendemos que todo juiz seja eleito e revogável, assim como todo político! Que ganhem o mesmo que uma professora! Que se derrube todos os privilégios das castas do Estado capitalista, tal como dos empresários! Que se acabem todas as isenções fiscais! E pelo não pagamento da Dívida Pública!




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