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A mando do Metrô de SP, PM invade base de operadores de trem da Linha 1 - Azul

sexta-feira 7 de abril de 2017| Edição do dia

Na tarde desta sexta-feira a Policia Militar do Estado de SP invadiu a base dos operadores de trem da linha 1 – Azul a mando da direção da Companhia do Metrô de SP. Numa atitude arrogante do Metrô de SP que queria impedir os diretores sindicais de permanecerem nas áreas internas da companhia.

Na tarde desta sexta-feira a Polícia Militar do Estado de SP invadiu a sede dos operadores de trem da Linha 1 – Azul do Metrô, a mando da direção da Companhia do Metropolitano de SP. A PM foi chamada porque o Metrô de SP queria retirar os diretores sindicais das áreas internas da Companhia, um ataque totalmente anti-sindical.

O Metrô de SP vem recrutando os supervisores de segurança para realizarem treinamento para operar os trens. A mesma empresa que impede os agentes de segurança de realizar concurso interno para serem operadores de trem, agora recruta os supervisores (SSEs) para treinamento com o objetivo de garantir o Plano de Contingência da Companhia, para que em dias de greve que os trens continuem a rodar nas Linhas (leia-se "fura-greves"). Numa atitude que, além de antissindical, coloca em risco toda a população que utiliza esse transporte público, uma vez que estes supervisores recebem um treinamento super precário perante o necessário, e não realizam estas atividades cotidianamente.

O Sindicato dos Metroviários estava presente na base dos operadores de trem da Linha 1 – Azul para denunciar para os metroviários esse treinamento irresponsável, e assegurar que nenhum operador de trem fosse forçado a fornecer este treinamento, uma vez que esta não é a sua função na empresa.

A chefia do Metrô, para retirar os diretores do Sindicato do local, teve a atitude absurda de chamar a Polícia Militar para dentro das áreas internas, na tentativa de intimidar os diretores sindicais e os trabalhadores. A justificativa utilizada era de que haviam metroviários demitidos no local (que foram alvos uma demissão ilegal na greve de 2014 e ganharam em duas instâncias na justiça, embora o processo ainda esteja ocorrendo), no entanto, todos que estavam no local eram representantes eleitos pela categoria e diretores sindicais.

Como não haviam justificativas para os diretores sindicais deixarem às áreas internas, a PM quis conduzir todos os representantes que ali estavam para prestar depoimento na delegacia e abrir boletim de ocorrência. O Sindicato dos Metroviários decidiu, então, de forma pacífica, deixar as áreas internas da empresa e permaneceu conversando com os operadores na Estação Jabaquara.

Repudiamos a presença da polícia nas áreas internas e de trabalho do Metrô de SP que a mando de Alckmin quer coagir a entidade sindical dos metroviários de São Paulo e os trabalhadores. É necessário que se mantenha a organização e luta dos trabalhadores contra os ataques de Alckmin, que quer privatizar o Metrô de SP, e contra os ataques de Temer com as Reformas Trabalhistas e da Previdência.




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