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RACISMO E EXPLORAÇÃO INFANTIL

A maioria das crianças exploradas com o trabalho infantil é negra

quinta-feira 30 de novembro| Edição do dia

Segundo a pesquisa PNAD, divulgada no site o globo, em matéria de Daiane Costa - Quase dois terços (64,1%) ou 1,17 milhão dos 1,8 milhão de jovens de 5 a 17 anos que trabalham no país são negros. O perfil desse grupo também é mais masculino: a maioria (65,3%) é menino.

As crianças de 5 a 13 anos que trabalham em situação ilegal, somente um quarto (26%) delas recebia remuneração. A falta de pagamento ocorre porque a maior parte (73%) dessas crianças trabalham em atividades de auxílio à família. Para o IBGE, esses dados sugerem que a remuneração imediata pode não ter sido a principal motivação para que essas pessoas entrassem no mundo do trabalho prematuramente.

"É possível que esse ingresso precoce se explique pela ajuda que dão à família na função de trabalhadores familiares auxiliares. Estes acabam tendo maior produtividade ou ganhos de eficiência, beneficiando, por consequência, toda a família. Assim, o trabalho infantil das pessoas de 5 a 13 anos de idade, que se pretende abolir, ainda que não gere ganhos individuais e imediatos para as crianças, se explica pelos ganhos aferidos pela família", analisa o instituto. Na verdade não é um benefício usar do trabalho escravo infantil, para sustentar ou ser uma renda a mais para a família que já muito explorada. O certo seria que os trabalhadores fossem remunerados de acordo com seu trabalho para ter e oferecer uma vida digna para a sua família, não apenas trabalhar a troco de um lar.

Os adolescentes de 14 a 17 anos, que podem trabalhar como aprendiz desde que respeitadas regras e contratos específicos. Entre esse grupo, 78% era remunerado. Mas 22% ainda trabalhava sem receber pagamento. Um verdadeiro absurdo. Do total de 1,8 milhão de crianças e adolescentes ocupados, 1,33 milhão recebia remuneração. As 500 mil restantes, ou 28%, trabalhava de forma escrava, sem receber.

A pesquisa também mostrou que entre as crianças e adolescentes que trabalhavam e tinham remuneração, as que estudavam recebiam, em média, menos do que as que não estudavam. Flavia Santos, auxiliar da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, diz que os dados sugerem que essa diferença decorre do fato de os jovens fora da escola terem mais tempo para trabalhar do que os estudantes.

As consequências do trabalho infantil são inúmeras. Além de muitas vezes reproduzir o ciclo de pobreza da família, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem da criança, deixando ela vulnerável em diversos aspectos, incluindo a saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes com máquinas e animais no meio rural. A criança precisa de uma vida plena para o seu desenvolvimento.

Hoje falamos em milhões de crianças e adolescentes explorados, a maioria delas são crianças e jovens negros. Maior parte delas não tem a oportunidade de estudar e em troca de abrigo ou porque os pais já trabalham nesse meio eles são obrigados a prestar serviços. O trabalho infantil é uma grande fonte para enriquecer os grandes patrões fortalecendo cada vez mais o capitalismo esse sistema de misérias que oprime dia após dia a população pobre e negra mundialmente. O racismo e o capitalismo andam de mãos dadas, precisamos destruí-los.




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