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A hipócrita desculpa de Joesley, esconde anos de exploração e suborno

quinta-feira 18 de maio| Edição do dia

O dono da JBS Joesley Batista pediu desculpas nessa quinta-feira devido aos atos de suborno realizado pela empresa. A hipocrisia no discurso do empresário que lucrou por anos em cima do trabalho precário e da exploração dos recursos naturais no Brasil, é marcante além de dizer que no exterior a empresa não comete atos ligados a corrupção, uma clara provocação, enquanto o empresario goza a vida em Nova York.

Na carta, Joesley afirma que a empresa fez "pagamentos indevidos a agentes públicos", ou seja, financiou político para que estes atendessem os interesses da empresas e dos lucros do empresário. "Pagamentos indevidos" é uma forma elegante, diria, de falar que a empresa e políticos aliados faziam acordos corruptos para beneficiar seus projetos propários às custas das necessidades da população.

A carta segue, "Nosso espírito empreendedor e a imensa vontade de realizar, quando deparados com um sistema brasileiro que muitas vezes cria dificuldades para vender facilidades, nos levaram a optar por pagamentos indevidos a agentes públicos", disse o executivo, o discurso empresarial muitas vezes difundido por livros, como empreendedorismo e "vontade de realizar", também mascara que a empresa na realidade "realizava" a produção de alimentos de baixa qualidade, quando não, alimentos com papelão, como comprovaram no último escândalo de carnes feitas com papelão e produtos químicos.

Esse é o "desejo de realizar" do empresário que levou que fizesse "pagamentos indevidos" a políticos. Políticos estes, que para beneficiar esses empresários aprovam leis e medidas contra os trabalhadores. Como Temer que estava articulando o congresso para votar a reforma trabalhista e da previdência, que iriam rasgar todos os direitos conquistados pelos trabalhadores.

E no final ainda afirma, "Em outros países fora do Brasil, fomos capazes de expandir nossos negócios sem transgredir valores éticos." Obviamente como um argumento retórico apostando na impossibilidade dos brasileiros saberem quais "métodos" de enriquecimento a JBS tem em outros países, mas que na verdade não passa de explorar a mão de obra dos trabalhadores internacionalmente. É tão risível o argumento que a corrupção é algo "brasileiro" que a mesma JBS também terá que fechar acordos de delação nos EUA e em outros países. Só jornalistas amigos para gostar da auto-crítica. E com os audios sabemos que o método da JBS de construir amizades é muito especial, Cunha que o diga. Enquanto fingem uma ética impossível de ter no Estado capitalista, uma vez que a corrupção é um método usual no Brasil e no exterior.




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