Mundo Operário

DOSSIÊ ACIDENTES DE TRABALHO

A guerra da patronal contra a classe trabalhadora

É fundamental deslocar o debate do acidente de trabalho em si, como evento natural ou inevitável que ele não é e trazer a discussão para outro terreno: o do ataque que a patronal sistematicamente promove contra o salário e as condições de vida do trabalhador incluindo as condições de trabalho.

Gilson Dantas

Brasília

quinta-feira 28 de abril de 2016| Edição do dia

O debate sobre os acidentes do trabalho devem ser levados adiante por parte dos trabalhadores na perspectiva de controle da produção. Hoje, a patronal organiza o chão de fábrica, a linha de montagem e o ritmo de trabalho centralmente para otimizar os lucros, acumular capital, e por isso mesmo, arrancar mais tempo de trabalho, mais minutos de trabalho e mais anos da nossa vida e qualidade de vida.

Confira aqui áudio de Gilson Dantas sobre acidentes de trabalho.

Não podemos aceitar a ideia de naturalização do acidente do trabalho como parte “normal” da produção. Ele tem que ser denunciado como falta de planejamento por parte da patronal: por conta do seu inevitável objetivo na produção ela não tem e jamais teve a menor possibilidade de planejar a produção em função da saúde do trabalhador. Por conta disso é fundamental deslocar o debate do acidente de trabalho em si, como evento natural ou inevitável que ele não é e trazer a discussão para outro terreno: o do ataque que a patronal sistematicamente promove contra o salário e as condições de vida do trabalhador incluindo as condições de trabalho.

Por conta disso é que a discussão passa pelo debate sobre quem deve controlar a produção e em função de que objetivo deve ser planificada a produção. Portanto um debate que transcende a atual ideia, martelada pela mídia e patronal todo o tempo, de que acidente faz parte da vida cotidiana, tem que continuar fazendo parte da vida cotidiana da classe trabalhadora, o que inclui o abandono do acidentado uma vez que ocorreu a desgraça.

Somente a classe trabalhadora pode ir à luta, que começa pelo combate contra a burocracia sindical, para arrancar o Brasil das estatísticas macabras de acidentes do trabalho, morte, mutilação e abandono do trabalhador às toxinas e um ambiente de trabalhConfira aqui o áuo, no real, organizado para promover acidentes.




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