MINISTRA DO BOLSONARO

A futura ministra da Família, reacionária Pastora Damares quer assumir Fundação Palmares

A reacionária e evangélica Damares Alves, futura ministra da Família e dos Direitos Humanos que quer que mulheres continuem a morrer por aborto clandestino, declarou que pretende integrar a fundação criada para incentivar a preservação da arte e da cultura afro-brasileira ao seu novo ministério.

segunda-feira 10 de dezembro de 2018| Edição do dia

Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, disse hoje em entrevista que tem interesse na integração da Fundação Palmares à sua pasta de ministérios a partir de 1° de janeiro. Hoje, a fundação está sob tutela do Ministério da Cultura, que deixará de existir quando Bolsonaro assumir.

“Estamos estudando isso. Pode ser que (a Fundação Palmares) fique conosco. Temos que reconhecer o bom trabalho que essa fundação já fez. Esses povos existem, estão aí e não serão ignorados”, declarou Damares.

A Fundação Palmares foi a primeira instituição pública voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira e está ativa desde 1988. Durante este período, emitiu mais de 2.400 certificações para comunidades quilombolas no País. O documento reconhece os direitos das comunidades quilombolas e dá acesso aos programas sociais do governo federal.

Sabemos bem o desprezo e preconceito que Bolsonaro carrega contra os Quilombolas, em 2017, as comunidades quilombolas sofreram diversos ataques durante um discurso realizado no Clube Hebraica, no Rio. “Eu fui em um quilombo em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”, afirmou Bolsonaro, que disse ainda que os quilombolas da comunidade “não fazem nada” e “nem para procriador eles servem mais”.

Damares, é inimiga das mulheres, LGBTS e dos quilombolas. Faz parte da casta de políticos conservadores que têm como prioridade atacar ainda mais o conjunto da polulação. Por isso precisamos urgentemente combater todos esses retrocessos, usando de exemplo a luta que os franceses estão travando, nos mostrando um caminho de como é possível derrotar medidas antipopulares do governos e os ataques neoliberais que querem aplicar para que a classe trabalhadora pague pela crise.




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