Educação

GREVE PROFESSORES RS

A força dos professores do RS e dos municipários pode derrotar Sartori e Marchezan

Na última sexta (29), o grande ato dos professores do RS após sua assembleia foi uma demonstração de forças importante da categoria. No final do dia os municipários, em assembleia lotada, votaram greve contra Marchezan. A força dessas categorias pode derrotar os planos do PMDB e PSDB na cidade e no estado.

segunda-feira 2 de outubro| Edição do dia

A maior mobilização da categoria de professores do Rio Grande do Sul desde 2015 tem feito Sartori tremer. Sua ameaça de corte de ponto, na tentativa de enfraquecer a mobilização, só serviu para gerar ainda mais revolta. Inclusive uma liminar da justiça já proibiu Sartori de tomar essa medida. A tentativa de dividir a mobilização, com a demagogia de pagar primeiro quem ganha menos também foi fracassada. Agora Sartori quer avançar contra o setor mais precarizado da categoria, os contratados, ameaçando os grevistas de demissão. Mais um absurdo para indignar ainda mais os trabalhadores em educação.

Na última sexta-feira a assembleia dos professores reafirmou a força da categoria. Milhares de educadores votaram pela continuidade da greve e saíram em uma enorme marcha até o Largo Glenio Peres. Chamou atenção o grande apoio popular, com cenas emocionantes da chegada da marcha no centro da cidade sob aplausos e chuva de papéis picados vindos dos prédios.

Na mesma sexta-feira, no final do dia, os municipários, em assembleia lotada no Largo Zumbi dos Palmares, votaram greve contra Marchezan a partir da próxima quinta-feira (05). Essa greve dos trabalhadores do município vem se preparando desde o início do ano, quando o Marchezan (PSDB) virou suas miras contra os servidores. Parcelou salários, retirou direitos conquistados pela categoria, ameaçou fechamento de secretarias, além de ameaçar, constantemente, a privatização da Carris, empresa pública de transportes da capital.

O encontro dessas duas lutas, de professores do estado e de municipários, coloca na ordem do dia a possibilidade de derrotar Sartori e Marchezan. Os planos deles para a cidade de Porto Alegre e o estado do Rio Grande do Sul são os mesmos de Temer para o país. Inclusive são representantes dos mesmos partidos que encabeçam esse projeto golpista nacionalmente, de retirada de direitos para que a classe trabalhadora pague pela crise.

A mobilização dos municipários é um salto na situação política de Porto Alegre, o que certamente influencia todo o estado. A indignação dessas duas grandes categorias deve se espalhar por toda a classe trabalhadora e pela juventude de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. É urgente que essas duas greves tenham ações unificadas, que convoquem também outras categorias e setores à luta.

Um setor fundamental para isso em Porto Alegre é a categoria rodoviária. Na Carris os trabalhadores já estão se mobilizando contra os planos de Marchezan de privatizar a empresa. É urgente que o Simpa inclua este setor e suas iniciativas nas ações da greve do município, levando em cada piquete e em cada ato, além das demandas dos municipários, a luta contra a privatização da Carris.

É urgente também que o CPERS e Simpa convoquem atos unificados em Porto Alegre, como parte de ter uma agenda em comum de luta que possa envolver ambas as categorias mas também os estudantes, os rodoviários e outros trabalhadores da cidade indignados com os governos de Sartori e Marchezan.

As centrais sindicais precisam convocar e preparar uma greve geral estadual, para retomar o caminho da greve geral de 28 abril. Tomando as greves em curso como ponto de apoio, recolocar a classe trabalhadora na ofensiva contra os governos que nos tiram direitos.




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