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A falsa queda de Weintraub

Depois de 14 meses de muito esforço para destruir a educação brasileira, abalar a relação do governo com STF e afundar a relação diplomática com maior parceiro comercial chinês, o Brasil finalmente vê a saída de Weintraub do MEC, seria animador se não fosse uma falsa queda.

sábado 20 de junho| Edição do dia

Abraham Weintraub acaba de ser indicado para uma vaga no Banco Mundial, com salário aproximadamente R$116 mil (4x o salário de um ministro), o cargo é uma vaga de diretor-executivo representando o governo brasileiro.

A manutenção da posição do ex-Ministro da Educação dentro de uma estrutura da elite do governo Bolsonaro não é uma mera necessidade de um representante de renome em Washington, é uma firula política para apaziguar os ânimos com STF, que depois de ser desmoralizado em rede nacional a instituição iniciou uma ofensiva jurídica contra Abraham.

A indicação ao cargo com soldo na casa das centenas de milhares reais não parece a punição que as instituições esperavam a Weintraub, parece mais uma compensação por depredar por mais de um ano a educação brasileira, o ministro foi firme com agenda de destruição do MEC, entre cortes em verbas essenciais para manutenção das UFs e projetos liberais que apontava a privatização da educação tinha a tentativa de golpear a autonomia das instituições de ensino, antes de sair definitivamente, deixou seu último lastro de destruição, revogou a portaria n° 13 do MEC, que afirmava a inclusão de negros, indígenas e deficientes na pós-graduação.

Não há o que comemorar com a falsa queda, não foi uma vitória de oposição, não foi uma quebra na estrutura é apenas mais um joguete do sistema vigente, enquanto perdurar o poder da extrema-direita sem compromisso com educação seguiremos no desmonte sistemático dos direitos fundamentais. Ficamos atentos a luta. Fora Bolsonaro e Mourão.




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