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A epidemia de meningite na ditadura militar e a pandemia de hoje: paralelo político [vídeo]

Gilson Dantas

Brasília

quinta-feira 4 de junho| Edição do dia

Em plena ditadura militar eclodiu uma epidemia letal de meningite. Foi imediatamente censurada e toda notícia sobre a meningite e a mortandade que ela provocava era cercada de repressão policial além da censura. Foi a epidemia do silêncio.

Há um padrão entre regimes autoritários. Também hoje, o regime bonapartista de extrema-direita de Bolsonaro trata a pandemia com métodos que resultam em milhares de mortes desnecessárias. Como a ditadura, trata-se de uma política, na saúde pública, que resulta em extermínio.

O Comitê Esquerda Diário DF/GO reuniu-se no sábado 16/5/20 para debater esse tema, procurando estabelecer padrões para um paralelo político entre os dois fenômenos que se abateram, ontem como hoje, sobre o povo pobre, a classe trabalhadora.

Um rico debate se estabeleceu e que evidenciou que, mesmo em diferentes regimes, mais autoritários ou mais democráticos, a burguesia invariavelmente prioriza e adota como política fundamental e intocável manter a acumulação do capital. Sua política em saúde pública está atrelada à política econômica, daí o regime descarrega sua crise sobre a classe trabalhadora.

A importância de revisitarmos aquela epidemia dos aos 70 foi a de permitir, retomando a crônica de época, o histórico daquela pandemia e a reação das autoridades militares, comparar e concluir: no capitalismo, sem o controle dos trabalhadores da saúde sobre hospitais e todo o sistema, toda epidemia/pandemia sempre significará um custo altíssimo em vidas para aqueles que vivemos do trabalho e, ao final, mais riqueza para a classe capitalista.

Se lhe interessar, o áudio da palestra vem a seguir:




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