LUTA EM DEFESA DA SAÚDE

A defesa do HU é uma luta de todos os estudantes da USP

Após demissões, o Hospital Universitário da USP fecha hoje o pronto atendimento pediátrico. É preciso que todos os estudantes tomem pra si essa luta, indo ao ato que acontecerá às 13h em frente a reitoria e à Assembleia Geral às 18h.

Flávia Toledo

São Paulo

terça-feira 21 de novembro| Edição do dia

Com a equipe reduzida após dois grandes processos de Pedidos de Demissão Voluntária promovidos pela gestão do reitor Zago, leitos e atendimentos do Hospital Universitário são periodicamente cortados. A última novidade é que a partir desta terça-feira (21) o hospital não fará mais atendimento pediátrico. Apenas os casos de urgência serão atendidos, assim como já ocorre com o Pronto Socorro de adultos.
Além do importante papel desse hospital para os estudantes da área de saúde na USP, o HU é, na região oeste, um local de referência em saúde, principalmente para as comunidades que vivem ao redor da universidade. Essas comunidades contam com centenas de jovens e trabalhadores que muitas vezes têm seu direito ao acesso na USP negado pelo filtro social e racial que é o vestibular, e entram na universidade pela porta dos fundos, nos postos mais precários.

O descaso da reitoria e do Estado com o HU ataca diretamente esse pouco espaço da universidade que ainda se coloca a serviço dessa população, deixando que fique à deriva de um atendimento acessível, rápido e de qualidade, pois o usuário só será atendido mediante encaminhamento de uma unidade básica de saúde (UBS). Não podemos aceitar o convênio que a reitoria quer fazer com a Autarquia Hospitalar Municipal, pois é um passo para a desvinculação do Hospital Universitário.

Precisamos unificar e fortalecer a luta pela contratação por via USP para retomar o pleno funcionamento do hospital. É imprescindível que toda a comunidade acadêmica se incorpore na defesa desse hospital, e os centros acadêmicos são importantes ferramentas para impulsionar toda solidariedade a essa luta.
Buscando se mobilizar e lutar contra os ataques que visam desmontar o hospital, alunos, trabalhadores e moradores da região estão se movimentando. Amanhã (21), os alunos da Medicina e Enfermagem, que estão em greve, realizarão um ato em frente ao Conselho Universitário às 13 horas.

Para impulsionar essa unidade, haverá nesta terça, às 18 horas, uma assembleia geral de estudantes com indicativo de paralisação para sexta (24), quando ocorrerá um ato chamado "Abraço no Hospital Universitário", convocado pelos moradores do coletivo Butantã em Luta, às 10 horas em frente ao portão 3 da USP. Caso seja votada a paralisação, para garantir que se efetive, os Centros Acadêmicos precisam construir assembleias em cada curso entre quarta (22) e quinta (23). Na Faculdade de Educação, a assembleia ocorrerá nesta quarta-feira, às 16h30 e às 21h.

Na FEUSP, a chapa Uma Flor Rasgou a Rua, composta por militantes da Faísca e estudantes independentes e membros da atual gestão do CAPPF, propôs o adiamento das eleições para a entidade que ocorreriam essa semana, de forma a compor essa importante luta. Às 16h será deliberado em reunião com a comissão eleitoral o andamento das eleições, que estão temporariamente suspensas até a reunião.

É preciso que todas as entidades se coloquem a tarefa de construir uma forte mobilização, unindo toda a comunidade que utiliza e constrói o HU, para defender uma das mais ricas ferramentas da universidade a serviço dos trabalhadores.




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