Juventude

ELEÇÕES CAPPF 2019

A chapa impulsionada pela juventude Faísca homenageia o Mestre Môa do Katendê: entenda o motivo

A chapa Katendê - A Educação Respira Luta concorre para as eleições do CAPPF 2019 que ocorrerá nos dias 27, 28, 29 e 30 deste mês na Faculdade de Educação da USP, conheça a história por trás deste nome - a vida e morte do Mestre Môa do Katendê, importante capoeirista assassinado pela violência bolsonarista. Queremos que sua história de luta sirva de exemplo para inspirar nosso curso a se levantar contra o governo ultradireitista que nos aguarda no próximo ano.

terça-feira 20 de novembro| Edição do dia

Romualdo Rosário da Costa, 63, mais conhecido como Mestre Môa do Katendê, foi assassinado de forma covarde e brutal com 12 facadas por um apoiador do Bolsonaro, que confessou ter sido politicamente motivado por ter um discurso contra seu candidato. Mestre Môa foi um importante capoeirista, ativista em defesa da cultura negra e sua difusão, fundador do bloco afro Afoxé Badauê em Salvador e que hoje se tornou um símbolo de resistência.

Tendo em vista o fortalecimento da extrema direita que se expressa pela figura do Bolsonaro, que como deputado há 28 anos fez carreira em apologia à ditadura, à tortura, à retirada de direito dos trabalhadores, verbalizando posições machistas e o mais profundo ódio contra os negros. Entendemos que o Mestre Môa sofreu essas facadas de forma muito bem endereçada, um ataque direto contra o povo negro e um avanço da perseguição política de grupos de extrema direita as minorias sociais.

Nós da chapa Katendê - A Educação Respira Luta percebemos a importância de um CAPPF que dê centralidade ao combate das expressões dessa política fomentada pelo Bolsonaro dentro e fora da universidade. É necessário, então, que o movimento estudantil em aliança com os trabalhadores dê uma resposta a altura, inclusive pelo fato de que os postos mais precários - os trabalhos terceirizados - são compostos em sua esmagadora maioria por mulheres, negras e nordestinas. No começo do ano, dentro da maior universidade da América Latina, a USP, as trabalhadoras terceirizadas do bandejão sofreram medidas de segregação por parte da reitoria, por exemplo sendo impedidas de comer a própria comida e partilhar dos espaços com os trabalhadores efetivos.

A coragem de Mestre Môa e a capoeira, enormemente perseguida pela classe dominante desde a época da escravidão, representam a força da luta do povo negro contra as opressões do Estado burguês racista ainda hoje. Somos inspirados por Mestre Môa e por sua capoeira a querer construir um movimento estudantil que, ao invés de aceitar toda a perseguição que vem se aprofundando, lute aliado a classe trabalhadora e responda aos ataques através de suas próprias formas de organização: comitês, assembleias, coletivos e outros espaços de organização de debate dos estudantes.




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