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VENEZUELA

A União Europeia imperialista busca seguir os passos de Trump na Venezuela

Os governos europeus imperialistas discutiram nesta terça-feira sobre a “necessidade” de “tomar medidas” contra o governo de Maduro seguindo os passos dos Estados Unidos. Há que rechaçar essas ameaças imperialistas.

quarta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Na sexta-feira passada, Estados Unidos decidiu atacar a economia da Venezuela golpeando o sistema financeiro, tratando-se do primeiro golpe por parte do governo de Trump ao mesmo, depois da haver aprovado medidas contra dirigentes do alto escalão do chavismo. Agora é a Europa do capital a que discute “medidas” sob todo um discurso hipócrita de “valores europeus” e dos “direitos humanos universais”.

Durante uma Conferência de Embaixadores do Serviço de Ação Exterior, o presidente da Eurocâmara, falou de defender a resposta a Maduro na Venezuela como parte da defesa dos valores europeus no mundo: “queremos que a voz da Europa se escute no mundo, através da uma diplomacia e a promoção de nossos valores”, acrescentando que “a União Europeia tem que liderar o cenário internacional”.

Embora sem especificar a que tipo de mediadas se estariam referindo, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, declarou que “há que tomar medidas contra o regime antidemocrático de Maduro na Venezuela”, enfatizando que “necessitamos seguir a frente com nossos valores e defende-los com ações concretas”. Valores que como qualquer um sabe estão carregados de cinismo e hipocrisia.

A conferência de embaixadores da Europa da capital, que se celebra em Bruxelas para o 1 de setembro, reúne os representantes das delegações e gabinetes da EU existentes no mundo. Desde a Eurocâmara foram reclamado nos últimos meses em diversas resoluções do tipo “que Maduro ponha fim a repressão, que se ponha em marcha um calendário eleitoral na Venezuela e a liberação dos opositores”. Embora tenha sido os partidos mais situados a direita os que mais tem vindo pressionando para que se tomem sanções mais diretas contra o chavismo.

Mais cedo nesta mesma terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, usou o mesmo linguajar de Trump com respeito ao governo de mduro ao defini-lo como de “ditadura” e que logo decretará sanções. Em seus primeiro discurso sobre política exterior entra o conjunto de embaixadores franceses reunidos em Paris, Macron declarou que “nossos concidadãos não entenderam como alguns tem podido ser tão complacente com o regime que se está instaurando na Venezuela. Uma ditadura que intenta manter-se em pé ao preço de um sofrimento humano sem precedentes e de uma radicalização ideológica preocupante”. Mas a França imperialista tem pouca moral quando fala de “sofrimento humano”, basta uma breve revisão de sua história para que se dê conta.

Assim, em sintonia com o presidente do Parlamento Europeu ao declarar sua vontade de “reflexionar junto com governos da América Latina e da Europa sobre a maneira de evitar novas escaladas (de tensão), inclusive regionais”. Tem apenas umas semanas, o Ministério francês dos Exteriores condenou a decisão da Constituinte da Venezuela de assumir os poderes da Assembleia Nacional e considerou “urgente” retomar o “diálogo” para conseguir sair deste conflito.

O discurso dos governos europeus imperialistas surpreendem em cinismo e hipocrisia. Falam da defesa de “valores” e dos “direitos humanos” que se transformou numa farsa com a recente “crise migratória” europeia onde milhares de refugiados e de imigrantes morrem tentando chegar a Europa, pessoas que ao final de uma viagem desesperado encontram repressão e precariedade, em uma Europa onde cresce a xenofobia. Seus “valores” são os da Europa do capital que é responsável de guerras e ocupações militares como no Iraque e Afeganistão, que levaram a emergência de grupos reacionários como o Estado Islâmico, o de devastar países em suas ex colônias africanas.

A Europa do capital pouco tem que invejar o EUA em violção de direitos humanos e intervenções estrangeiras, participantes ativos da espoliação imperialista e das intervenções militares nos países da África e Ásia. Mais ainda, levam a cabo uma política criminal dentro de suas próprias fronteiras caminho os milhares de imigrantes, acrescendo a xenofobia e o ódio. Por isso o discurso que sustentam não é mais que puro cinismo. Embora não tenha especificado que tipo de medidas tomariam os governos europeus, é mais provável que claro que tem que rechaçar também estas ameaças e eventuais sanções da Europa imperialista. Rechaçar tais ameaças imperialistas de modo algum significa apoiar o governo de Maduro.

Tradução Douglas Silva




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