Cultura

MÚSICA

A Última Internacional [The Last Internationale]

Gilson Dantas

Brasília

sábado 14 de janeiro de 2017| Edição do dia

Talvez seja um devaneio de minha parte, mas a comoção foi grande e foi real. Segui a dica do companheiro espanhol, Jorge Neira, do La Izquierda Diário [da rede internacional do Esquerda Diário] e fui ouvir o rock/balada de uma banda norte-americana intitulado Workers of the world unite! [Trabalhadores do mundo uni-vos]. O nome da banda: A Última Internacional.

Com um estilo de músicas que dão algum trabalho para serem enquadradas [tipo rock, balada, metal etc], sua sonoridade com letra de combate e engajamento político consegue tocar sensibilidades profundas e, por assim dizer, dialoga com a sinfonia profunda da geração que combatia nas ruas e nas universidades no final dos 1960, sonhando com uma sociedade revolucionada.

Vamos presumir que você é de uma geração – aqui pouco importa se é jovem ou não – para a qual o hino internacional da classe trabalhadora toca em alguma fibra do seu coração e que acredita sinceramente na luta dos trabalhadores contra o capitalismo e pela emancipação humana, pelo comunismo. É esse sentimento que vai ser evocado e vocalizado na música do grupo [no vídeo logo a seguir, mas também em outros que se alinham mais com o estilo rock e metal alternativo].

A banda não vem de agora e, no real, são um grupo de jovens que trafegam todo o tempo da arte para a vida e do combate político para a música. Isso transparece em várias faixas do seu álbum mais recente. Lutam em defesa dos povos originários nos Estados Unidos, acreditam que contra a opressão temos que levantar um “estado de guerra” e, eventualmente, apontam para a classe trabalhadora como sujeito.

O grupo de rock foi montado por Delila Paz, vocal da banda, e pelo guitarrista Edgey Pires no primeiro ano da grave crise econômica internacional [que segue seu curso, atualmente com mais contradições e possibilidades convulsivas] e, como banda, lançaram seu primeiro disco em 2009, intitulado “A última internacional”; contam com o baterista que colabora com o Black Sabbath e muita garra e sensibilidade social. A cada entrevista, disparam mais críticas sociais e contra a degeneração dos Estados Unidos e a cada disco, novas músicas com letras muito interessantes Ver.

Forme sua própria opinião sobre esta banda de Nova Iorque; de nossa parte, torcemos para que “The Last Internationale” e outros, sejam a fagulha de um novo movimento musical que tanta falta nos faz, aos que sonhamos alto ontem como hoje.

VOCÊ PODE ASSISTIR À MÚSICA: Workers of the world unite!




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