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A Suprema Corte dos Estados Unidos endossou o veto migratório xenofóbico de Trump

A decisão afeta a Líbia, o Irã, a Somália, a Síria e o Iêmen e impõe restrições aos venezuelanos e norte-coreanos. Uma garantia para as políticas anti-imigrantes, racistas e xenofóbicas do presidente americano.

terça-feira 26 de junho| Edição do dia

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos apoiou hoje com cinco votos a favor e quatro contra, o veto migratório de Donald Trump, apesar dos argumentos que apontou especialmente a países com maioria muçulmana, numa clara amostra de discriminação religiosa e cultural. A decisão, elaborada pelo juiz John Roberts, foi apoiada pela maioria conservadora do tribunal. Nela, considera-se que Trump exerceu "legalmente" seu poder de "suspender a entrada" de estrangeiros ao país.

O tribunal superior decidiu a favor da terceira proibição de viagens promulgada pelo presidente desde que chegou à Casa Branca em janeiro de 2017, que afeta a Líbia, o Irã, a Somália, a Síria e o Iêmen e impõe restrições aos venezuelanos e norte-coreanos desde setembro passado. Chad, que também estava na lista, foi excluído posteriormente.

A primeira proibição de viagens foi aprovada em janeiro de 2017, logo após a sua posse, e abarca sete países de maioria muçulmana (Irã, Iraque, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Lêmen) por 90 dias e suspendeu a programa de admissão de refugiados por 120 dias, com exceção das minorias religiosas.

Como resultado desse pedido, 700 viajantes foram detidos em aeroportos e 60.000 vistos foram temporariamente revogados, de acordo com o Departamento de Estado.

Esta ordem foi bloqueada por tribunais federais e o Executivo preparou uma segunda versão, processada em março daquele ano, que retirou o Iraque da lista e suprimiu as exceções incluídas no programa de admissão de refugiados, mas os tribunais nacionais se opuseram novamente e impediu sua implementação.

Depois de várias dificuldades legais, o veto poderia entrar em vigor graças à Supremo Tribunal, que permitiu ao governo restringir a entrada de quem não tinha família próxima nos Estados Unidos.

As restrições eram temporais e quando expirou em setembro de 2017, Trump anunciou seu terceiro veto que incluiu, pela primeira vez, dois países sem uma maioria muçulmana: Coréia do Norte e Venezuela, onde as restrições somente afetaram alguns funcionários e sua "família imediata ".

A nova decisão é um respaldo às políticas anti-imigração Trump que cimentaram as bases de campanha presidencial em 2016 e manteve durante o seu mandato, em que as políticas contra os imigrantes são a moeda corrente da administração Trump. Desde o muro na fronteira com o México para a recente separação de crianças de seus pais migrantes, expondo um nível de crueldade e violação dos direitos humanos, o que levou à rejeição de boa parte da sociedade, forçando Trump reunir esses meninos e meninas com suas famílias.




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