Juventude

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A Reforma da Previdência vem para aniquilar o futuro da juventude

Junto à reforma trabalhista, a reforma da previdência vem para acabar com o futuro da juventude em prol dos lucros dos capitalistas.

quinta-feira 7 de dezembro| Edição do dia

A “cereja do bolo” da agenda golpista de Temer e dos capitalistas vem na forma da reforma da previdência: a aposentadoria pública é destruída para garantir os lucros do empresariado, enquanto os jovens trabalham até a morte. Os principais pontos da reforma são o aumento para 49 anos de contribuição para se aposentar com salário integral, mínimo de 25 anos de contribuição, aumento para 65 anos como idade mínima para se aposentar e aumento do percentual de salário pago pelo trabalhador como contribuição.

Não contentes com o aumento da exploração aos trabalhadores, os governos impõem a reforma trabalhista para aumentar seus lucros, cortando na carne do trabalhador e principalmente dos jovens que hoje são maioria entre os desempregados. Os capitalistas, além disso, querem acabar com a previdência para garantir o pagamento da dívida pública que tira dos trabalhadores para pagar um punhado de empresários com juros abusivos. Quem também comemora com essa reforma são as empresas de previdência privada que poderão lucrar ainda mais extorquindo os trabalhadores.

Os mais afetados por esse ataque é a juventude, que já são os que mais sofrem com o desemprego. Como vão conseguir cumprir com os absurdos 49 anos de contribuição se não tem oportunidades de empregos? E pior, a reforma trabalhista abre brechas para os patrões não oferecerem pagamento de INSS em regimes de trabalho ultra precários como já está sendo implementado por muitas empresas. Ao mesmo tempo, aumentam as exigências e diminuem as oportunidades.

Tudo isso piora considerando o que o capitalismo está nos reservando desde o ensino médio: uma educação precária e tecnicista, sucateada ainda mais do que já era pela PEC dos 20 anos, pela Reforma do Ensino Médio e pelo Escola Sem Partido, fora os ataques dos governos estaduais, que vai ofertar cada vez menos condições para os filhos de trabalhadores ingressarem numa universidade. Assim, para a juventude negra, pobre e trabalhadora, o que vai restar são postos de trabalho precários em regime de subemprego e semi-escravidão.

Querem uma juventude esmagada pelo trabalho brutal e precário, que não tenha tempo ou dinheiro para estudar ou se dedicar para si, que seja reprimida pelo senso conservador de trabalhar, casar e viver “em paz” e sem questionar por que esse sistema só nos reserva migalhas. Ou até mesmo reprimida fisicamente só por ser preto e de periferia, que não consegue trabalhar ou estudar pelo racismo estrutural da sociedade.

Temos que reagir pelo nosso direito de uma vida digna e um futuro. A classe trabalhadora mostrou o caminho nas greves gerais do início do ano e os trabalhadores do Rio Grande do Sul também com sua enorme disposição de luta contra Sartori, nos dão o exemplo que a indignação “passiva” pode ser convertida em força real para apontar um caminho que seja favorável à juventude trabalhadora.

Por isso nós da Faísca gritamos: temos que tomar a luta em nossas mãos! As centrais sindicais e a UNE (dirigidas majoritariamente por PT/PCdoB) já mostraram que são traidoras se negando a por de pé uma grande Greve Geral para defender os trabalhadores e impor nossas demandas. Sua ultima demonstração de peleguismo foi a traição do 5D, não construindo e abandonando a paralisação a princípio, e depois cancelando a greve mesmo sem o cancelamento da reforma.. Estão comprometidos em manobrar as lutas para eleger Lula em 2018, fazendo todo o tipo de acordo com essa direita que quer acabar com as nossas vidas, mantendo de pé o legado do golpe.

Por isso exigimos que parem de negociata e traição, é preciso organizar os trabalhadores pela base. A UNE não tem trabalhado para unificar a juventude à luta dos trabalhadores, deveria romper o silêncio diante da reforma da previdência e parar de servir como via de transmissão da política do PT. Consideramos que as juventudes de todas as organizações de esquerda deveriam se unificar em uma forte campanha contra a reforma da previdência, e suas consequências pra toda a classe trabalhadora e pra juventude trabalhadora em particular.

A juventude precisa mirar alto, apoiando os trabalhadores, para a construção de uma grande Greve Geral efetiva. Podemos barrar a Reforma da Previdência e ir além, revogar todas as medidas de Temer e impor as nossas pautas: estatização de todo o ensino privado, acesso universal à educação pública de qualidade, diminuição das horas de trabalho sem corte de salário para acabar com o desemprego, fim do pagamento da dívida pública. Só assim podemos fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise e garantirmos a dignidade da vida e do futuro dos jovens e da classe trabalhadora.




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