Cultura

POESIA

A PLENOS PULMÕES

domingo 16 de outubro| Edição do dia

"Não peças ao poeta
Uma canção discreta
Num tempo de conquistas
E loucura.
Para a liberdade
ou para a morte
É que o mundo caminha:
E isto requer estrutura".

(Eduardo Alves da Costa, In: Canção para o meu tempo)

Meus caros
Colegas
Docentes
O que mais
Queremos
Diante
Do ataque
De anos
Que sempre
Nos rouba
O dom
De ensinar?

E agora,
Que é extremo,
Ser pasmo
Não basta:
Ou nós
Nos erguemos
Ou vemos
De perto
A escola
Acabar!

Queremos
As salas
Lotadas?
Merenda
Enlatada?
Dobrar
A jornada?
Com bem pouco
Ensino
E muita
Pressão
A cumprir?

Ou que
Se controle
Conteúdos?
Sem contar
Algumas
Matérias
Que, corte
Após corte
Irão
Se extinguir!

Meus caros
Colegas
Docentes
Devemos
Por certo
Converter
Tal clima
De fúria
Num só
Pensamento,
Se temos
Razão:

- É tempo
De luta,
De greve,
De força,
E, mais
Do que nunca,
Da nossa
União!

Eu sei
Que é difícil
Dispor
Dessa força...
Porém
Somos muitos!
E explodir
Com greve
É o nosso
Recurso
Pra exercer
Pressão!

̶ Façamos,
Portanto,
De cabeça
Erguida
Um grande
Futuro
Que, assim
Como o giz,
Carregamos
Na mão!

Mas temem
Que manchem
Seu limpo
Contrato?
Ou seu
Probatório?
Ou seu
Prontuário?
Nem nosso
Salário
Precário
Te leva
A lutar?

̶ Sejamos
Guerreiros
Pra manter
Os poucos
Direitos!
Senão
A medida
Privada
Faz tudo
Piorar!

Colegas
Por mais
Que tenhamos
A vida
Coagida
De modo
Feroz,
Não encham
Os ouvidos
Já mudos
De medo
Nem percam
A voz:

Eu tenho
Comigo
Que a luta
Resulta
Na glória
Absoluta
E convém.
Se todos
Souberem
Sentirem
A força
Que têm...

Por isso,
Meus caros,
Façamos
O nosso
Levante
A partir
De agora,
Pois viver
De luta
Também
É ensinar:

̶ Não nos
Afrouxemos
Nem deixem
Que digam
O que nós
Docentes
Queremos
Podemos
E vamos
Mudar!




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