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A CUT ladra, mas a caravana do impeachment e do ajuste passa

quinta-feira 21 de abril de 2016| Edição do dia

Neste artigo, já pudemos ver que a CUT não demonstra intenção de tomar medidas concretas de luta contra o impeachment e os ajustes e tornar realidade o que só tem sido discurso em seus meios de comunicação. E se depender do que se viu na reunião de delegados sindicais da Caixa de SP, nesta terça 19/04, esta hipótese fica mais do que reforçada.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, um dos maiores do país e um dos pilares da CUT (que também dirige outros importantes sindicatos de categorias estratégicas como metalúrgicos e petroleiros), convocou esta reunião de delegados sindicais da Caixa para discutir a conjuntura nacional e o processo de reestruturação que está em curso no banco público.

E, por ser convocada em meio ao atual momento político, onde avança o impeachment e a perspectiva de ainda mais ataques, muitos delegados foram com a perspectiva de que haveria uma mudança de tom e de postura do sindicato, o que ajuda a explicar o motivo da reunião estar mais cheia do que as anteriores.

A montanha da burocracia sindical não se moveu um milímetro

Para o espanto de todos, mesmo com a ameaça de derrubada do governo do PT (ao qual estão atrelados até a medula) pelas mãos da FIESP, Globo e a direita mais arcaica do país, o sindicato não propôs nenhuma medida concreta de luta, uma assembleia sequer.

Começaram a reunião com uma exposição sobre o Plano Temer, apresentando como "Ponte para o Passado" os detalhes do que está por trás de cada um dos eufemismos usados para justificar as medidas de retomada do crescimento, onde para os trabalhadores só está prevista a "saída" de ataque aos seus direitos. Iniciativa importante, mas que trata dos ataques como se não tivessem já em curso desde o governo do PT, como se começassem apenas com a posse do Vice Temer.

A direção do sindicato está com um discurso fatalista em relação ao que está por vir, e já parece aceitar isso em tom de derrota e, o que é pior, de adaptação a ela sem lutar.

Os bancários do MRT foram com a posição de exigência de uma medida que deveria ser elementar numa situação como esta (ver vídeos abaixo), que é a de convocação de uma assembleia para que a categoria possa se posicionar politicamente frente à crise nacional e, a partir daí, tirar as medidas de luta.

Seguiremos exigindo que a burocracia da CUT rompa com o governo ajustador do PT e que seus sindicatos passem a ser verdadeiros instrumentos de luta dos trabalhadores contra o avanço da direita, mas também contra o governo do PT, de Dilma e Lula que seguem atacando nossos direitos.




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