PRISÃO DE LULA

A 3 dias das eleições, Ministério Público reafirma golpismo, arbitrariedade e prisão de Lula

Reafirmando a continuidade do golpe, arbitrariedade e autoritarismo, Judiciário reitera prisão de Lula com nova condenação, tentando alterar as forças em jogo a apenas três dias das eleições.

quinta-feira 4 de outubro| Edição do dia

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na tarde de hoje (4) alegações sem provas envolvendo o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo que reafirmam a prisão de Lula. Os procuradores da Lava Jato pedem nova condenação, de maneira completamente arbitrária e autoritária, e também de Palocci, Marcelo Odebrecht e outras 4 pessoas.

As alas do Judiciário vem atuando desde o golpe institucional em 2016 para garantir a mais profunda agenda de ataques, e dessa forma intervém no processo eleitoral brasileiro de maneira autoritária para impedir que a população exerça seu mais elementar direito do sufrágio universal - com a prisão de Lula, que contava com a intenção de voto de milhões de pessoas.

A apenas três dias das eleições presidenciais, essa medida do MPF de reiterar a prisão arbitrária não é gratuita. Vem justamente para tentar influenciar no processo eleitoral e assim favorecer a eleição de Jair Bolsonaro.

Essa casta judiciária na qual justamente ninguém elegeu usufrui dos mais altos privilégios e regalias e se apoia nas mais reacionárias alas do regime e da sociedade como as Forças Armadas para tenta a todo custo retirar o PT do cenário eleitoral, visto que sua agenda de ataques ainda não é suficientemente satisfatória para que os capitalistas e o mercado financeiro se sintam com seus lucros seguramente garantidos. Querem ainda mais e passam por cima de qualquer resquício de legalidade. Dessa forma, reafirmam que este processo eleitoral está manipulado e acontece sob a tutela das Forças Armadas.

O PT já mostrou que seu "enfrentamento" à continuidade do golpe é se aliando mais uma vez aos próprios golpistas e à direita, acenando aos setores do mercado financeiro que se comprometem com a agenda de ataques de Temer como a implementação da reforma da previdência.

Nós do MRT que impulsionamos o Esquerda Diário, ao mesmo tempo em que denunciamos cada passo de autoritarismo e arbitrariedade do Judiciário, não apoiamos o voto no PT, e criticamos duramente sua estratégia de conciliação de classes que abriu o caminho ao golpe institucional.

Nosso apoio não deve ser à nenhuma falácia de “mal menor” como PT tampouco Ciro. A única maneira de apontar uma saída de fundo a esta crise é fortalecendo um programa anticapitalista de trabalhadores através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que imponha os interesses dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, da juventude, dos LGBTs, se enfrentando com os interesses dos capitalistas, para que sejam estes a pagar os custos da crise que eles próprios criaram.




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