Política

DESMATAMENTO

99% do desmatamento feito no Brasil é ilegal, mostra relatório da Mapbiomas

Há menos de um ano nossos céus estavam cinzentos devido às cinzas que o vento trouxe da catástrofe que foi o incêndio na amazônia, esse incêndio criminoso que mostrou a ganância dos grandes capitalistas e seu desinteresse pelo meio ambiente, o acontecimento saiu dos assuntos mais falados mas a floresta amazônica segue em chamas de outras maneiras, hoje foi divulgado um relatório que mostra 99% do desmatamento como ilegal.

segunda-feira 25 de maio| Edição do dia

Após os absurdos que Ricardo Salles, ministro do meio ambiente, disse na reunião ministerial sobre aproveitar o momento da pandemia, onde já morreu mais de 20 mil pessoas, fora as que se enquadram no alto índice de subnotificação e falta de testes, declara que a desatenção da mídia para o meio ambiente é oportuna para ir “passando a boiada” como diz o ministro: “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De IPHAN, de ministério da Agricultura, de ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação”.

Essa fala de Salles nos mostra que a morte de milhares de brasileiros pela pandemia do covid-19 é, para o governo Bolsonaro, uma “oportunidade” de aumentar a destruição ambiental devido a atenção da mídia estar nos casos de coronavírus. Hoje, saiu um relatório feito pelo Mapbiomas, que é uma iniciativa de dezenas de entidades - entre universidades, ONGs e empresas de tecnologia-, que mostra que 99% do desmatamento no Brasil é ilegal, sem autorização ou em áreas que não poderiam ser desmatadas.

A brutalidade do desmatamento já atingiu todos os biomas do país, tendo o maior impacto no Cerrado e na Amazônia. No total, 11% foi em unidades de conservação e 6% em terras indígenas, lembrando que recentemente Latifundiários invadiram 480 mil hectares de terras indígenas em MT com aval de Salles e todo esse governo que se ajoelha pro agronegócio e deixa claro que odeia indígenas, como o próprio ministro da educação, Weintraub, afirmou na última reunião ministerial.

Veja: Latifundiários invadem 480 mil hectares de terras indígenas em MT e tem aval de Salles

É um absurdo os dados de 99% da ilegalidade do desmatamento, mas a posição do Ricardo Salles é mais ainda, ela mostra que a sua prioridade máxima no Ministério do Meio Ambiente é garantir todas as vias legais de destruição da floresta amazônica, se colocando junto a isso a favor da morte não só das nossas reservas ambientais, mas também de indígenas, ativistas ambientais e pequenos produtores proprietários ou sem terra. Essa política se expressa na MP da grilagem que a poucos dias foi substituída por um projeto de lei semelhante.

Veja: Para manter proposta de Bolsonaro, câmara substitui MP da grilagem por projeto semelhante

Mas nada disso aconteceu sem rechaço do povo, o prédio do ministério amanheceu com manifestantes ambientalistas em frente exigindo o impeachment de Salles, mostrando seu descontentamento com a política do governo Bolsonaro de destruição do meio ambiente, porém é necessário aprofundar o debate sobre as saídas frente a essa política de Salles, pois ela se expressa no governo Bolsonaro de conjunto e a sua política de destruição para o aumento de lucro do agronegócio não cessaria com a saída do mesmo.

É preciso que um grito ecoe entre a classe trabalhadora em unidade: Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem nenhuma confiança em Maia e no STF golpista. Somente a classe trabalhadora pode dar uma saída a esses ataques truculentos desse governo, para isso lutamos por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana como forma de que o povo decidisse sobre os rumos das questões ambientais, mas também quanto a existência ou não do cargo presidencial. Uma câmara constituinte que assumisse os poderes legislativo, executivo e judiciário, substituindo o regime antidemocrático e corrupto atual. Seu funcionamento se daria com deputados eleitos para mandatos revogáveis pelos seus eleitores estabelecidos pelo sufrágio universal e que ganhariam o salário médio de um trabalhador qualificado.




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