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DEMISSÕES

92 terceirizados estão sendo demitidos na UFSM e seguem sendo os que pagam pela crise

Trabalhadores e estudantes continuam pagando pela crise na UFSM, na última quinta-feira dia 28 de setembro, mais 92 funcionários terceirizados começaram a ser demitidos na universidade.

quarta-feira 4 de outubro| Edição do dia

Porém, essa não foi a primeira leva de trabalhadores demitidos, as demissões já vêm ocorrendo desde abril quando a instituição demitiu 66 vigilantes, já em maio foram 120 trabalhadores de limpeza e portaria.

As demissões fazem parte das “soluções” encontradas pela Reitoria para gerir a crise e enfrentar o corte de gastos no orçamento da educação, cortes esses que fazem parte do projeto de Temer de desmonte e precarização das universidades públicas em todo o país.

Desde os governos do PT, para os quais "a terceirização era necessária", esse é o trabalho mais precarizado nas universidades e esses trabalhadores são os que mais sofrem com os cortes e vivem em clima de tensão e medo, chegando a trabalharem doentes, pelo medo de serem demitidos a qualquer momento.

Atividades como a limpeza, que antes eram realizadas por 5 funcionários, hoje são feitas por apenas 1 trabalhador, aumentando a exploração e precarização do trabalho terceirizado na universidade. Mais uma vez a crise dos capitalistas está sendo paga pelas mulheres em sua maioria negras, perfil predominante das profissionais da limpeza e portaria da universidade.

Além disso as atividades dos estudantes também ficam comprometidas com as demissões, já que a manutenção das salas e laboratórios ficará mais demorada, assim como a manutenção de espaços externos que servem para aulas práticas.

É importante lembrar da necessidade dos estudantes estarem se colocando em luta juntamente com os trabalhadores, para que não continuemos pagando pela crise porque a nossa educação vale mais que o lucros deles.




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