8M

8M no Rio: Venha com o Pão e Rosas contra Bolsonaro e as reformas e por justiça à Marielle

Faltando apenas 6 dias para o dia internacional das mulheres, dia este que vem se estabelecendo historicamente como a primeira mobilização que abre o calendário de luta das mulheres todos os anos tem uma tarefa ainda mais importante, diante da escalada reacionária de Bolsonaro e os representantes das alas militares ao convocar manifestação para fechar o Congresso que é fazer ecoar em todo o país um grito independente contra Bolsonaro, as reformas, por justiça á Marielle e pela legalização do aborto!

Pão e Rosas

@Pao_e_Rosas

quinta-feira 5 de março| Edição do dia

É por isso que nós do grupo de mulheres Pão e Rosas que estivemos presente em todas as reuniões que ocorreram no Rio e em outros estados do país, batalhando para que o 8M paute não somente pautas históricas do movimento de mulheres como a legalização do aborto, mas que seja linha de frente na luta contra os ataques de Bolsonaro e das reformas. Sabemos que as mulheres, principalmente as mulheres negras, que já sofrem com as jornadas duplas e triplas, terão suas condições de vida e trabalho ainda mais afetadas com a implementação dessas reformas e são as que mais morrem por abortos clandestinos. Neste mês também completam 2 anos do brutal assassinato da Marielle Franco e do seu motorista Anderson, e até hoje não sabemos quem mandou matar Marielle, a luta das mulheres deve ser também por Justiça a Marielle e por uma investigação independente.

Com o eixo "Pela vida de todas as mulheres, por democracia e contra a retirada de direitos! Um Rio de coragem feminista contra a violência e os governos fascistas! #JustiçaPorMarielle#AguaÉVida#vidasnegrasimportam#vidaslbtsimportam#vidasindigenasimportam#MaisMulheresNaPolítica #EleNão #MulheresTrabalhadoras; o ato de mulheres no Rio ocorrerá dia 09/03 as 17 horas, concentração na Candelária. Este eixo proposto pelas mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT), Resistência Feminista (PSOL) e PCdoB ganhou a maioria dos votos, justamente na reunião que ocorreu no mesmo dia e horário do ato de petroleiros no Rio. Contraditoriamente, essas correntes que sempre se colocam contrárias a votação no movimento de mulheres, compareceram em peso na reunião, que nós do Pão e Rosas propomos de adiar, para que todo o movimento de mulheres pudessem estar presentes neste importante ato, para garantir que sua proposta fosse vitoriosa, por meio da voto.

E mais, ter um eixo que não tenha nenhuma denúncia direta ao Bolsonaro e seus ataques e que defenda uma democracia que nada mais é do que uma democracia de conciliação com os setores da direita que querem descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e das mulheres, não ajudam a armar o movimento de mulheres para os desafios que estão colocados para este ano. Ainda mais, em um contexto político onde a ministra Damares, inimiga aberta de todas as mulheres e jovens trabalhadoras por ser contra a legalização do aborto, defendeu recentemente a absurda posição da abstinência sexual como uma clara política de controle da sexualidade e dos corpos femininos. Uma denúncia à Bolsonaro que não aparece nem se quer nacionalmente, tendo em vista sua ofensiva junto aos militares em convocarem no dia 15 de março um ato contra o congresso como parte das disputas dentro do governo, e nem no Rio onde as mulheres precisam se enfrentar com os governos reacionários de Witzel e Crivella, que junto a Bolsonaro impõe uma vida de opressão e exploração às mulheres trabalhadoras e pobres.

Este é o momento que os setores oprimidos precisam se ligar aos trabalhadores para golpearmos juntos os nossos inimigos. Não podemos separar a luta das mulheres dos ataques que estão colocados à classe trabalhadora de conjunto, em função disso, nós do Pão e Rosas, que estávamos junto aos companheiros do Nossa Classe e Esquerda Diário na greve dos petroleiros, propomos a alteração da data desta reunião, para que o movimento de mulheres estivessem presente no ato de petroleiros como parte da batalha que estávamos dando para que a greve dos petroleiros não ficasse isolada. Uma greve que sofreu com o isolamento da mídia burguesa, que se enfrentava com o governo Bolsonaro, contra demissões inclusive de terceirizados e contra as privatizações da Petrobrás, tinha o potencial de debilitar o Bolsonaro e fortalecer a luta das mulheres. Infelizmente, mesmo com várias representantes de Sindicatos e organizações políticas, como CSP-Conlutas, CUT, PT, PSOL, que estavam presentes na greve dos petroleiros, essas mesmas entidades e organizações mantiveram a reunião.

O partido dos trabalhadores que dirigem a maior central sindical da américa latina a CUT e dirigem junto com PCdoB a maior entidade estudantil do Brasil a UNE, é o mesmo partido que tem seus governadores no nordeste que avançaram com a reforma da previdência, sem nenhum plano de luta e de enfrentamento contra os ataques de Bolsonaro e toda ala da direita, o PT tem bastante espaço para organizar os trabalhadores nos locais de trabalhos e estudos, porém atuam como freio à luta dos trabalhadores, da juventude e também do movimento de mulheres.

Por isso, as centrais sindicais CUT e CTB e entidades estudantis UNE, UEE, CAS, DCES dirigidas pela dirigidas pelo PT e PCdoB tem que organizar assembleias nos locais de trabalhos estudos para organizar um plano de luta que de fato enfrente os ataques de Bolsonaro com os métodos da classe trabalhadora. No 8 de março as mulheres precisam lutar contra Bolsonaro, o avanço dos militares e as reformas e exigindo justiça a Marielle no dia 14 de março, nos dois anos de seu assassinato. Mas que essas datas sejam parte de fortalecer, o ato chamado no dia 18 de março, que seja um dia que unifique os trabalhadores, as mulheres, os negros, LGBTs e a juventude para se enfrentarem com o projeto autoritário de Bolsonaro e dos militares e derrotar o plano de ajustes de todos os capitalistas.

As mulheres ao longo da história estiveram na linha de frente das lutas contra a opressão e exploração e mais uma vez podem cumprir um papel decisivo na luta contra todos os ataques. Desta maneira, nós do Pão e Rosas, fazemos um convite a todas e todos que acreditam na importância de golpearmos unificados Bolsonaro e a extrema direita que vem implementando seu plano de ajustes, a se somarem conosco a esta luta e estarem presentes nos atos do dia 8, 14 e 18 de março.




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