Gênero e sexualidade

8M - USP

8M na USP: Ato no bandejão contra a terceirização e precarização

A Secretaria de Mulheres do Sintusp realizou hoje, na hora do almoço, um importante ato em frente ao bandejão central da USP contra a terceirização e precarização dos bandejões e demais unidades da USP e o machismo institucional da universidade.

quinta-feira 8 de março| Edição do dia

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Enquanto ocorria um pregão que vai terceirizar um setor inteiro do restaurante universitário central da USP, dezenas trabalhadores e estudantes se reuniram em ato, atendendo o chamado da Secretaria de Mulheres do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), para protestar contra os ataques da reitoria às mulheres e o avanço da terceirização no bandejão central, o desmonte das creches e da universidade.

No momento do ato acontecia um pregão para terceirizar o setor de louça dentro do restaurante. Durante anos a reitoria vem sistematicamente provocando a precarização do trabalho nos bandejões. São dezenas de trabalhadores com doenças ocupacionais, lesões e restrições de trabalho e sofrendo assédio moral constante das chefias, graças a sobrecarga imposta pela reitoria. A não contratação de mais trabalhadores efetivos, a falta de equipamentos adequados, o assédio moral das chefias, contribuem para o adoecimento dos trabalhadores. Agora ataca os trabalhadores, avançando na terceirização. Os trabalhadores terceirizados na USP, além de baixíssimos salários, são submetidos a sobrecarga de trabalho, constantemente tem salários e benefícios atrasados, além de demissões e cortes serem constantes. Na USP, principalmente na limpeza e asseio, as trabalhadoras terceirizadas são majoritariamente mulheres.

Nas falas foi lembrado o machismo institucional da reitoria. O atual reitor, Vahan Agopyan era vice-reitor da gestão passada, e foi parte ativa no processo de desmonte da universidade. Como parte da gestão Zago-Vahan, também é responsável pelo fechamento das creches do HU e Oeste. Foi lembrado também o papel da reitoria para acobertar as denúncias de estupros tanto no escândalo dos trotes da Medicina, que deu origem a uma CPI da Assembleia Legislativa, quanto nos casos de agressões no CRUSP e na unidades da USP.

Também foi lembrado que em 2017, no dia 7 de março, um dia antes do dia internacional das mulheres, essa mesma gestão também mandou a PM de Alckmin reprimir com bombas de gás e balas de borracha estudantes e trabalhadores que protestavam contra a aprovação dos Parâmetros de Sustentabilidade da USP, que continha diversos ataques aos trabalhadores e estudantes. As mulheres foram as mais agredidas com diversas companheiras feridas e presas. Essa ação da PM foi a mostra de como a reitoria trata as mulheres lutadoras da USP.

Durante o ato, vários estudantes e trabalhadores tiraram fotos em apoio à greve dos professores de São Paulo.

Hoje à tarde, a secretaria de mulheres deve formar um bloco também no ato unificado, que acontecerá a partir das 16h na Praça Oswaldo Cruz, no início da Avenida Paulista.

Vejam a fala de Diana Assunção, da Secretaria de mulheres do Sintusp e do grupo de mulheres Pão e Rosas:

Vejam algumas fotos do ato:


Foto de Ivane Sousa - Sintusp


Foto de Ivane Sousa - Sintusp

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