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85% do desmatamento do Mato Grosso é ilegal

quarta-feira 12 de dezembro de 2018| Edição do dia

Os grandes empresários e fazendeiros em nome dos seus lucros são capazes de passar por cima de qualquer leis que não sirva aos seus interesses. Estão dispostos a desmatar grandes florestas, alterando o meio ambiente e prejudicando a vida de milhares de pessoas. Como é o caso do Mato Grosso, que neste ano registrou neste ano a maior área desmatada desde 2008.

É realmente preocupante como a ganância de lucro está acima da qualidade de vida da população e da sobrevivência da fauna e flora do país. Foi desmatado este ano no Mato Grosso 1.749km² do bioma amazônico. É como se uma área um pouco maior a cidade de São Paulo fosse desmatada ilegalmente. E ao fazer isso, quem lucra com o desmatamento não se preocupa sequer com as leis, pois de acordo com o porcentual estimado pelo ICV desde 2016, 85% deste desmatamento foi ilegal.

Esse desempenho lamentável mostra que os governos estão mais preocupados com os seus acordos com os grandes fazendeiros do que com o meio ambiente. O governo de Pedro Taques do PSDB, que não conseguiu a reeleição, tinha se comprometido durante a assinatura do Acordo de Paris a zerar o desmatamento ilegal em cinco anos, mas até agora o Mato Grosso representou 22,1% do total da Amazônia Legal no que diz respeito ao desmatamento ilegal e registrou o quarto maior aumento (12%), ficando apenas atrás de Acre (82,9%), Roraima (33,3%) e Pará (16,7%).

Além disso, nessas áreas de desmatamento os grandes fazendeiros se organizam para garantir seus interesses e são capazes de massacrar os trabalhadores, indígenas, quilombolas e sem-terra organizando milícias que os matem e ataque em prol dos seus interesses. O município mais desmatado na região de Mato Grosso é Colniza, no norte do estado e também é marcado por ser uma região extremamente violenta.

O governo de Bolsonaro já deu claro que vai governar para estes fazendeiros e o máximo que pretende fazer é legalizar esta barbárie que meia dúzia fazem contra o meio ambiente. Em seu governo há nomes fortes como de Nabhan García, reconhecido pela organização de milícias para garantir a ocupação e o desmatamento ilegal. E mesmo indicação ministerial que pretende legalizar agrotóxicos e o próprio desmatamento irrestrito.




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