8 MESES DE BRUMADINHO

8 meses depois do rompimento de barragem, comércio em Brumadinho aumenta nível de queda

Após 8 meses da tragédia capitalista em Brumadinho, dados indicam fortes quedas no comércio e resultados que afetam profundamente a vida da população na cidade. Consequências da sede de lucro da Vale e dos capitalistas, que passou por cima da vida de centenas de pessoas.

quarta-feira 25 de setembro| Edição do dia

O portal Itatiaia inicia nesta quarta-feira uma série de reportagens chamada “Cidades em Risco”. Na primeira reportagem, falarão sobre os impactos nos comércios de Brumadinho. Uma pesquisa divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade revela que alguns comerciantes tiveram perdas de até 70% em seus comércios, e expressam o nível de degradação na economia de Brumadinho, uma cidade que era extremamente dependente da Vale e da mineração economicamente, e agora sofre com as consequências da tragédia capitalista ocorrida com o rompimento barragem da Vale.

Nesta quarta feira, 25/09, completam oito meses desde o rompimento da barragem B1, da mineradora Vale, na Mina córrego do feijão. Os moradores da região Metropolitana de Belo Horizonte, ainda tentam determinar os dados dos danos ambientais causados pelo rompimento. Ainda hoje, 25 pessoas estão desaparecidas e os mortos, passam de centenas. Ao todo foram, 249 mortos identificados.

Comerciantes contam que o movimento reduziu muito, que eles quase não vendem nada e que quando as lojas tem visitas são de pessoas curiosas sobre o rompimento da barragem. Após, os estragos causados pela Vale os comércios estão passando por um cenário de crise, falta de clientes e sobrecarga de dívidas.

Um dos comerciantes, o Paulo Gonçalves, que tem uma pequena vendinha, está a tocando com muita força de vontade. Os clientes que ele ainda tem são aqueles bem fiéis. Além disso, pra piorar a situação do senhor Paulo roubaram 38mil reais que era destinado ao pagamento dos fornecedores. “Aí que acabou de complicar tudo. Já não estava bom, agora vejo que vou ter que fechar as portas”, disse Paulo Gonçalves.

De acordo com Audinei Pereira, presidente da CDL em Brumadinho, o pagamento de um auxílio emergencial, firmado entre a Vale e os Ministérios Públicos estaduais e federal garantiu que a economia local ainda sobreviva até agora. Contudo, para o presidente, quando a indenização deixar de ser paga em dezembro, será instalado um cenário de incertezas para os comerciantes e a população de Brumadinho.

A indenização vai de janeiro a dezembro, com duração de um ano, para todos os moradores da região. Para os adultos o valor é um salario mínimo; para os adolescentes metade do valor e as crianças um quarto. Uma expressão clara de quanto valem as vidas dos moradores da região afetada por uma das maiores tragédias capitalistas do Brasil e do mundo.

Essa tragédia capitalista mostra como esse sistema só reserva miséria, mortes e injustiças para a classe trabalhadora, além de destruir o meio ambiente em nome de seus lucros. As nossas vidas valem mais que o lucro deles!




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