BOLSONARO NO RODA VIVA

8 afirmações absurdas de Bolsonaro sobre tortura e Ditadura Militar no Roda Viva

“Eu, se fosse militar naquela época, teria feito a mesma coisa” é uma das afirmações de Bolsonaro em entrevista apresentada no Roda Viva nesta segunda-feira. Veja 8 afirmações absurdas.

terça-feira 31 de julho| Edição do dia

Ontem, 31 de julho, foi ao ar no programa Roda Viva a entrevista com o candidato de extrema-direita a presidência Jair Bolsonaro (PSL). Numa entrevista em que Bolsonaro destilou seu ódio, negou a existência da escravidão, negou o Golpe Militar e relativizou a tortura dizendo que se fosse militar na época teria feito a mesma coisa.

1) Segundo Bolsonaro os milhares de corpos desaparecidos durante a ditadura e as pessoas que foram torturadas na verdade “diziam ser torturados para conseguir indenizações, conseguir piedade por parte da população, conseguir votos e poder”.

2) Bolsonaro justificou a tortura dizendo que “esta história não está bem contada nesta questão da tortura porque só se lembra de um lado da história, o outro lado não. Se nós tivéssemos perdido a guerra naquele momento, hoje com toda certeza seríamos uma Cuba”.

3) Sobre a reabertura do caso do jornalista torturado e morto pela ditadura militar Vladimir Herzog pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, Bolsonaro disse que estes organismos “geralmente tem um viés de esquerda” (!).

4) Ainda na sua resposta sobre o caso do jornalista Vladimir Herzog, Bolsonaro disse que a ditadura militar “É uma história que está mais do que debatida. Eu, se fosse militar naquela época, teria feito a mesma coisa”.

5) Sobre o Golpe de 1964 que teve participação dos Estados Unidos, o candidato de extrema direita disse que “não foi Golpe, golpe é quando alguém mete o pé na porta e tira aquele cidadão de lá ou executa e faz alguma maldade qualquer.”

6) Ao mesmo tempo que exalta torturadores como Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi chefe do DOI CODI em São Paulo, como um ídolo. Bolsonaro diz sobre a Ditadura que “Isso são feridas que não devem mais serem lembradas, você pode até discutir, mas não com esse teor todo porque é um passado. Tivemos a lei da anistia, os militares inclusive exigiram que ela fosse ampla, geral e irrestrita.”

7) Quando perguntado sobre se, justamente pela Ditadura Militar ser coisa do passado, abriria os arquivos das Forças Armadas, hoje em sigilo, Bolsonaro mente dizendo que “Não tem mais arquivo nenhum. Esta é uma ferida que tem que ser cicatrizada, esquece isso aí é daqui para frente. Não vou abrir nada. Desconheço estes arquivos, os papeis já sumiram”.

8) Ao final do programa, Bolsonaro disse que seu livro de cabeceira é “A Verdade sufocada” do Cel Brilhante Ustra.




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