Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

7 Estados aprovam a reforma da Previdência para acabar com a aposentadoria dos servidores

Já são seis Estados que aprovaram suas próprias reformas da Previdência acabando com a aposentadoria dos servidores públicos fazendo com que tenham que trabalhar até morrer. Entre os Estado estão alguns do Nordeste que estão sob governo do PT onde seus governadores negociaram com Bolsonaro e Maia desde o início a reforma à nível nacional.

sexta-feira 13 de dezembro de 2019| Edição do dia

Na esteira dos ataques de Bolsonaro e Guedes contra as aposentadorias dos trabalhadores a nível federal, governadores de praticamente todos os estados se apressam em aprovar seus próprios projetos de reforma da previdência para atingir, agora, os servidores estaduais, que há muito sofrem com o saqueio de seus salários e benefícios. Até o momento 7 Estados já aprovaram esse brutal ataque

Desde a tramitação do projeto de reforma da previdência elaborado por Guedes e sua tropa de ultraliberais, a inclusão de estados e municípios no texto foi discutida e defendida arduamente pelo Planalto; o texto aprovado posteriormente acabou não incluindo esses entes federativos, mas a sanha em atacar a totalidade da classe trabalhadora não cessou e, pouco tempo depois, o texto da chamada “PEC paralela”, que trata da inclusão de estados e municípios nas mesmas regras previdenciárias aprovadas meses atrás, tomou corpo e agora já tramita no congresso nacional.

Antes mesmo da aprovação de mais esse ataque à classe trabalhadora via congresso nacional, diversos governadores se anteciparam e já aprovaram suas próprias reformas a nível estadual. Sete estados já tiveram as regras previdenciárias de seus servidores alteradas e em outros dezessete tramitam projetos semelhantes em suas assembleias legislativas.

É nesse momento de maior endurecimento contra a classe trabalhadora que podemos enxergar melhor os papéis que cumprem os partidos da esquerda institucional brasileira e, a partir daí, tirar lições para superar essas direções que se colocam cada vez mais como um “braço esquerdo” da burguesia nacional e internacional, travando qualquer ânsia de movimentação dos trabalhadores em defender seus direitos.

No Piauí do petista Wellington Dias a reforma previdenciária estadual foi colocada em votação em regime de urgência à pedido do próprio governador e foi aprovada com uma votação esmagadora, inclusive da bancada do PT, que foi unânime em atacar a aposentadoria dos servidores. No Ceará do também petista Camilo Santana o projeto de reforma da previdência também avança na casa legislativa, com aval com governo. No Maranhão, governado por Flávio Dino (PCdoB), um texto aumentando o valor das alíquotas descontadas dos servidores também já foi aprovado. Não nos esqueçamos também que, recentemente, todos os parlamentares do PCdoB votaram à favor da entrega da Base de Alcântara aos Estados Unidos, com aval de Flávio Dino e da direção nacional do partido!

Leia também: Governadores do PT no Nordeste aprovam suas próprias reformas da previdência

Se durante a tramitação da reforma da previdência de Bolsonaro e Guedes os partidos da esquerda institucional se valiam de um discurso contra a aprovação desses ataques, o que vemos hoje é que essa retórica não passava de pura demagogia para suas bases, já que agora encabeçam os mesmos ataques contra os servidores estaduais nos estados que governam.

É nesse marco que devemos analisar, também, a atuação das principais centrais sindicais do país, como a CUT e a CTB, dirigidas por PT e PCdoB, respectivamente, e que durante a tramitação do projeto não organizaram nenhum plano de luta real para barrar os ataques; ao contrário, cumpriram um papel de contenção da classe trabalhadora nos locais de trabalho e estudo. Se por um lado alguns sindicatos faziam chamados tímidos para as paralisações e greves, por outro as direções nacionais por trás desses mesmos sindicatos negociavam termos e barganhavam pequenas concessões em cima do ataque à aposentadoria do trabalhador brasileiro.

Se faz necessária de forma urgente a superação desse modelo de esquerda institucional que se assentou no Brasil nas últimas décadas com o ascenso do petismo; esse modelo não é uma alternativa real para a classe trabalhadora e o povo pobre tomarem o que lhe é de direito! Uma esquerda que há muito se confunde com a direita, defendendo os interesses de diversos setores da burguesia em detrimento da classe trabalhadora, jamais deve ser considerada como uma saída para enfrentarmos os ataques que vieram e que estão por vir; depositar confiança nesse modelo é estar certo do fracasso nas nossas próximas batalhas.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, que impulsionamos o Esquerda Diário, nos colocamos a serviço de construir uma alternativa real, à esquerda do petismo e com total indepedência de classes, para a superação dessas crises e desse sistema que naufraga cada dia mais, organizando trabalhadoras e trabalhadores em seus locais de trabalho, estudantes nas universidades, tomando como exemplo as batalhas que ocorrem em toda América Latina, norte da África, França e em diversos outros locais do mundo contra a exploração que as classes mais abastadas nos submetem diariamente.




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