66% das verbas para o combate ao COVID-19 estão sem destinação

De acordo com dados publicados pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) na quinta-feira (18/06), cerca de 25 bilhões de reais estão parados na Esplanda, o que representa 66% dos recursos que deveriam ser destinados a esse fim pelo Ministério da Saúde.

sábado 20 de junho| Edição do dia

Conforme viemos denunciando aqui no Esquerda Diário , o Ministério da Saúde está atuando de maneira homicida ao reter orçamento já disponível para compra de insumos e equipamentos para enfrentar a pandemia. De acordo com dados publicados pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) na quinta-feira (18/06), cerca de 25 bilhões de reais estão parados na Esplanda, o que representa 66% dos recursos que deveriam ser destinados a esse fim pelo Ministério da Saúde. O presidente do CNS, Fernando Pigatto, afirmou que a morosidade é injustificável, pois “é a maior crise sanitária da história” e “mostra o descompromisso do governo com a vida”.

De fato, não como esperar qualquer responsabilidade com a vida dos trabalhadores vindo de Bolsonaro, ainda mais quando se leva em consideração que mais de 260 bilhões de reais já foram utilizados pelo mesmo governo para salvar os bancos. Esse número fala por si só: trata-se de dez vezes mais o valor integral destinado pelo Ministério da Saúde para salvar o povo pobre da morte. Além disso, temos visto que até essa mínima quantidade de dinheiro tem sido desviada para os bolsos dos capitalistas, na medida em que quase toda semana surge um escândalo novo de respiradores comprados e não entregues.

Esse cenário demonstra cabalmente uma verdade escancarada: Bolsonaro e Paulo Guedes estão preocupados em governar para os banqueiros e para as empresas, enquanto milhares tem que decidir entre morrer pelo desemprego ou pelo coronavírus.

Contra esse balcão de negócios da burguesia que é o governo federal, defendemos a centralização do sistema bancário sob gestão dos trabalhadores. Um banco centralizado poderia de fato destinar parcelas significativas para atacar os problemas causados pelo COVID-19 na população, regulando que toda a economia se voltasse para o interesse dos trabalhadores e não dos grandes empresários. Oferecendo também crédito barato às famílias, bem como o perdão de dívidas de setores da classe trabalhadora e um auxílio emergencial de R$ 2 mil reais que é a média salarial nacional.

Além disso, é urgente batalhar por um plano de reconversão das indústrias têxteis e outras mais que possam produzir EPIs e outros insumos, sob controle auto-organizado dos trabalhadores para garantir as condições de biossegurança e que o dinheiro não seja desviado pela fraude de algum burguês ou a burocracia do Ministério da Saúde, expulsando assim os patrões das fábricas que se neguem a entregar o comando da produção à classe operária.

Para arrancar essas medidas, mais do que nunca é necessário fortalecer uma política pelo Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, sem confiar nas alas autoritárias como o STF e os governadores, lutando por uma alternativa dos trabalhadores através da Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que o povo possa decidir sobre como responder a pandemia.




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